Publicado 07/10/2026 12:31

Bolsonaro propõe alterar a Constituição para acabar com o sistema de reeleição no Brasil

7 de setembro de 2026, Brasil, São Paulo: O candidato à presidência de direita Flávio Bolsonaro e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, participam de um comício do Dia da Independência em São Paulo. A eleição presidencial brasileira está marcada para 4 de outub
Leandro Chemalle/TheNEWS2 via ZU / DPA

O vencedor do primeiro turno recebe o apoio de vários partidos conservadores para a disputa decisiva de 25 de outubro

MADRID, 7 out. (EUROPA PRESS) -

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro esclareceu nesta quarta-feira que sua ideia de alterar a Constituição e “redemocratizar o país” passa pela reforma do Supremo Tribunal Federal e pelo fim da reeleição, depois que até mesmo setores conservadores alertaram que essa retórica poderia transmitir uma mensagem autoritária.

Flávio questionou se o Brasil é uma democracia “plena” e defendeu a aplicação de reformas constitucionais “que são possíveis”, entre elas a do Poder Judiciário, uma aspiração que ele não escondeu durante a campanha e que inclui um maior controle sobre a Suprema Corte e um processo de impeachment contra o juiz responsável pela maioria dos processos contra o clã Bolsonaro, Alexandre de Moraes.

“É necessária uma reforma do Poder Judiciário. Sou a favor de reduzir a idade de responsabilidade penal; isso deve ser feito por meio de uma emenda constitucional. Há aspectos da reforma tributária que devem ser modificados (...) e, claro, chega de reeleição”, enumerou o vencedor do primeiro turno.

Flávio prometeu “estabilidade” e “paz” para todas as pessoas que trabalham. “Haverá segurança jurídica, respeito à Constituição. Tudo voltará ao normal. O Brasil precisa voltar ao normal”, afirmou.

Assim, ele enfatizou que utilizará “o capital político de um presidente recém-eleito” para acabar com a reeleição, garantindo que, ao contrário do atual governo, ele não aspira a se perpetuar no poder. “Trata-se de dar o exemplo”, afirmou o candidato ultraconservador.

No entanto, ele esclareceu que cabe ao Congresso tomar uma decisão a esse respeito. “O processo legislativo será respeitado e a maioria decidirá qual caminho seguir”, concluiu em declarações à mídia, segundo a imprensa brasileira.

Na véspera, o filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou que, caso fosse eleito em 25 de outubro, utilizaria a maioria conservadora no Congresso para alterar a Constituição e “democratizar” o país, sem dar mais detalhes sobre quais questões pretendia modificar.

“Sempre agirei com moderação, com respeito pela política e honrando e respeitando cada segmento da sociedade representado aqui por esses parlamentares”, respondeu Flávio nesta quarta-feira às críticas e aos temores que essas declarações suscitaram.

APOIO DOS PARTIDOS DE DIREITA

Flávio recebeu ainda nesta quinta-feira a confirmação de que três partidos conservadores — como União Brasil e Progresistas (PP) — que, aliás, compõem a poderosa bancada do “centrão” no Congresso — e o Partido Novo, que apresentou candidato no primeiro turno, pedirão votos para ele no segundo turno.

Por sua vez, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira para pedir a seus seguidores que façam campanha a favor de evitar que o “retrocesso” retorne ao país com a vitória de Flávio Bolsonaro.

“Para quem gosta do Brasil, para quem gosta da educação, da democracia, para quem quer ter um emprego de qualidade, continuar estudando e ver o Brasil crescer, para quem precisa melhorar de vida, vamos às ruas”, incentivou Lula, que se mostrou convencido de que vencerá no dia 25 de outubro. “Não podemos permitir que o retrocesso volte a este país”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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