Publicado 22/08/2025 22:18

Bolsonaro nega intenção de fugir do Brasil e exige a revogação de sua prisão domiciliar

Archivo - 30 de junho de 2025, Sao Paulo, Sao Paulo, Brasil: Sao paulo(sp), 29/05/2025 Ãâ'" ato/justiça já/bolsonaro/sp - o ex-presidente jair bolsonaro participa do ato justiça já na avenida paulista na tarde de domingo (26), com a participação de
Europa Press/Contacto/Leandro Chemalle - Arquivo

MADRID 23 ago. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro rejeitou nesta sexta-feira perante o Supremo Tribunal Federal (STF) as acusações sobre sua intenção de deixar o país após a descoberta de um documento de pedido de asilo dirigido à Presidência da Argentina em um telefone celular que foi confiscado pela Polícia Federal e aproveitou a ocasião para exigir a revogação do mandado de prisão domiciliar contra ele.

"A autoridade policial obviamente sabe, como é de conhecimento geral, que para considerar a prisão preventiva, deve haver um fato contemporâneo. Mas, mesmo assim, eles só têm um documento, que reconhecem como um simples rascunho antigo enviado por um terceiro, além do fato inegável de que o pedido não se concretizou", explicaram os advogados do ex-presidente em declarações relatadas pela agência brasileira.

A defesa de Bolsonaro solicitou a revogação de sua prisão domiciliar ou, em caso contrário, "a resolução urgente do recurso apresentado pela defesa em 6 de agosto", argumentando que seu cliente sempre respeitou as medidas cautelares - como a proibição de sair do país e de usar as redes sociais - determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Essas declarações vêm depois que o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de 48 horas na quarta-feira para os advogados de Bolsonaro comentarem o documento de pedido de asilo encontrado pela Polícia Federal, que estava armazenado no celular do ex-presidente desde 2024.

Contrariando os argumentos da defesa do ex-presidente, De Moraes - relator do caso - pediu explicações para o que considerou "risco comprado de fuga", bem como para os "reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas" e "a reiteração de condutas ilegais".

Na véspera, Jair Bolsonaro - em prisão domiciliar desde o início deste mês - foi indiciado pela Polícia Federal, juntamente com um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro, por tentativa de obstrução da investigação contra o ex-presidente por golpe de Estado.

A decisão de Moraes veio depois que a Polícia Federal concluiu as investigações sobre as ações de Eduardo Bolsonaro em Washington para promover medidas de retaliação contra o governo e o judiciário brasileiros, por meio do suposto financiamento com até dois milhões de reais (300 mil euros) para fazer campanha por meio de seu filho nos Estados Unidos para dificultar o processo de golpe de Estado.

Assim, a polícia brasileira revelou que o ex-presidente pensou em pedir asilo político na Argentina, presidida pelo também extremista Javier Milei, depois de encontrar em seu telefone o referido documento, no qual denunciava ser vítima de "perseguição em (seu) país de origem por motivos e crimes fundamentalmente políticos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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