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MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro expressou sua confiança na Justiça nesta terça-feira, no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal começa a julgá-lo, junto com outras sete pessoas de seu círculo próximo, por crimes de rebelião e golpe de Estado, em relação aos ataques às instituições de 8 de janeiro de 2022.
"Esta é a maior perseguição política e judicial da história do Brasil", denunciou Bolsonaro em uma mensagem transmitida pela TV Globo. Um caso, assegurou, motivado por "desejos inomináveis" e "claros interesses políticos para impedi-lo de participar e vencer as eleições presidenciais de 2026".
Bolsonaro é acusado de tentar impedir que o resultado da eleição presidencial de 2022 seja cumprido de forma coordenada, embora "o plano" tenha começado em 2021 com uma série de outras ações e declarações questionando as decisões dos tribunais e a limpeza do sistema eleitoral.
A acusação também apresentou provas de um plano para realizar não apenas um golpe, mas também os assassinatos do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Vice-Presidente Geraldo Alckmin e do Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que está presidindo o caso.
Tudo isso culminou com uma multidão de centenas de apoiadores do ex-presidente brasileiro invadindo a Plaza de los Tres Poderes, atacando e invadindo as sedes do Congresso e da Suprema Corte.
Bolsonaro reconheceu na terça-feira que, embora tenha conversado com seu círculo próximo sobre "alternativas políticas" para o país, "jamais", enfatizou, buscou subverter a ordem democrática. "Me acusam de um crime que nunca cometi", protestou.
Nesta terça-feira começa a primeira fase do julgamento no Supremo Tribunal Federal que decidirá se Bolsonaro e outras sete pessoas - incluindo o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e os ex-ministros da Defesa Walter Braga Netto e Paulo Nogueira - são acusados dos crimes apresentados pela acusação.
Esses oito, além das 30 pessoas acusadas pela promotoria por atos relacionados a 8 de janeiro de 2022, são considerados o "núcleo crucial da organização criminosa", com Bolsonaro à frente.
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