Publicado 25/03/2025 08:52

Bolsonaro expressa sua confiança no sistema judiciário antes do início do julgamento de seu golpe na terça-feira

16 de março de 2025, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil: Rio de janeiro (rj), 16/03/2025 - protesto bolsonaro/copacabana/anistia/stf: protesto de bolsonaro realizado na praia de copacabana, no rio de janeiro (rj), neste domingo (16). O foco da manifes
Europa Press/Contacto/Saulo Angelo

MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro expressou sua confiança na Justiça nesta terça-feira, no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal começa a julgá-lo, junto com outras sete pessoas de seu círculo próximo, por crimes de rebelião e golpe de Estado, em relação aos ataques às instituições de 8 de janeiro de 2022.

"Esta é a maior perseguição política e judicial da história do Brasil", denunciou Bolsonaro em uma mensagem transmitida pela TV Globo. Um caso, assegurou, motivado por "desejos inomináveis" e "claros interesses políticos para impedi-lo de participar e vencer as eleições presidenciais de 2026".

Bolsonaro é acusado de tentar impedir que o resultado da eleição presidencial de 2022 seja cumprido de forma coordenada, embora "o plano" tenha começado em 2021 com uma série de outras ações e declarações questionando as decisões dos tribunais e a limpeza do sistema eleitoral.

A acusação também apresentou provas de um plano para realizar não apenas um golpe, mas também os assassinatos do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Vice-Presidente Geraldo Alckmin e do Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que está presidindo o caso.

Tudo isso culminou com uma multidão de centenas de apoiadores do ex-presidente brasileiro invadindo a Plaza de los Tres Poderes, atacando e invadindo as sedes do Congresso e da Suprema Corte.

Bolsonaro reconheceu na terça-feira que, embora tenha conversado com seu círculo próximo sobre "alternativas políticas" para o país, "jamais", enfatizou, buscou subverter a ordem democrática. "Me acusam de um crime que nunca cometi", protestou.

Nesta terça-feira começa a primeira fase do julgamento no Supremo Tribunal Federal que decidirá se Bolsonaro e outras sete pessoas - incluindo o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e os ex-ministros da Defesa Walter Braga Netto e Paulo Nogueira - são acusados dos crimes apresentados pela acusação.

Esses oito, além das 30 pessoas acusadas pela promotoria por atos relacionados a 8 de janeiro de 2022, são considerados o "núcleo crucial da organização criminosa", com Bolsonaro à frente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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