Publicado 31/10/2026 08:05

Bolsonaro denuncia “perseguição” em sua primeira aparição pública após fugir para os EUA e prevê eleições antes de 2030

25 de outubro de 2026, Brasília, Distrito Federal, Brasil: Brasília (DF), 25/10/2026 — Política / Eleições / Brasil — Flávio Bolsonaro fala à imprensa após o segundo turno das eleições presidenciais, contesta os resultados eleitorais e menciona supostas
Frederico Brasil / Zuma Press / Europa Press

O senador afirma que perdeu para “o sistema” e não para Lula, e questiona o resultado eleitoral sem apresentar provas

MADRID, 31 out. (EUROPA PRESS) -

O ex-candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, defendeu nesta sexta-feira sua saída do Brasil rumo aos Estados Unidos, onde permanece desde a última terça-feira, e afirmou que deixou o país após as eleições por ser alvo de “perseguição”, defendendo que sua partida “não é nenhum sinal de fraqueza”, em uma transmissão ao vivo de 20 minutos nas redes sociais.

Nessa aparição, a primeira em público desde sua fuga, Bolsonaro voltou a questionar, sem apresentar provas, o resultado das eleições, levantou a possibilidade de realizar novas eleições antes de 2030 e previu que o colapso do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ocorrerá “muito antes do que muita gente imagina”.

O líder do Partido Liberal (PL) argumentou que decidiu partir após conversar com sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e sem envolver seus aliados nos preparativos. Segundo ele, tomou a decisão após visitar seu pai em Brasília, a capital, onde agentes da Polícia Federal lhe comunicaram o cancelamento de seus passaportes por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

O senador acusou este último de tentar intimidá-lo e afirmou que continuará exercendo sua liderança política a partir dos Estados Unidos. “Daqui, vou continuar tendo uma voz ativa”, afirmou, ao mesmo tempo em que denunciou que o Brasil está passando por um “regime de exceção” e questionou as restrições impostas a seu pai, a quem considera censurado e tratado injustamente.

“PERDI CONTRA O SISTEMA, NÃO CONTRA LULA”

O filho de Jair Bolsonaro insistiu que sua saída foi uma decisão ponderada, tomada após “fazer uma análise do cenário” pós-eleitoral e compreender “até onde iria, e rapidamente”, a formação de Lula. “Posso ser qualquer coisa, menos idiota”, ironizou, antes de afirmar que perdeu “contra o sistema” e não contra seu adversário.

Apesar da derrota, Flávio agradeceu os cerca de 60 milhões de votos obtidos pelo bolsonarismo e garantiu que esse apoio lhe dá forças para voltar a concorrer à Presidência. “Não estou falando de 2030, não, estou falando de antes”, afirmou, referindo-se à possibilidade de concorrer a novas eleições presidenciais.

Nesse sentido, ele reiterou as acusações de irregularidades contra o presidente do país, a quem acusa de ter utilizado recursos públicos para obter a vitória, e anunciou sua intenção de recorrer à Justiça Eleitoral por suposto abuso de poder político e econômico.

Durante sua intervenção, ele comparou as supostas irregularidades a “gols com a mão” que, em sua opinião, não foram anulados pelo VAR eleitoral. Ele também questionou a divulgação dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e chegou a qualificar o desfecho das eleições de “matematicamente impossível”, sem apresentar provas.

Diante disso, o ex-candidato de direita alertou que o país poderia passar por uma crise econômica que acabaria provocando a saída de Lula do poder. “Se ele fizer o que prometeu, o Brasil vai à falência ainda mais rápido”, declarou.

Essas declarações vêm na sequência de uma carta — divulgada dois dias antes — na qual Bolsonaro chegou a se apresentar como “presidente eleito” do Brasil, embora tenha retificado posteriormente. Seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também reside nos Estados Unidos, de onde tem promovido iniciativas para impulsionar sanções contra o governo brasileiro. Apesar de não haver nenhum mandado de prisão contra ele, Flávio justificou sua permanência nos Estados Unidos alegando que sua saída do país faria parte do objetivo final do “sistema” ao qual diz se opor.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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