Publicado 12/11/2025 11:42

Bolsonaro completa 100 dias em prisão domiciliar com medo de acabar em uma prisão de segurança máxima

Archivo - HANDOUT - 09 de junho de 2025, Brasil, Brasília: Nesta foto fornecida pelo STF, Jair Bolsonaro (L), ex-presidente do Brasil, ouve interrogatórios durante o julgamento por uma suposta tentativa de golpe após sua destituição. Foto: Gustavo Moreno/
Gustavo Moreno/STF/dpa - Arquivo

MADRID 12 nov. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro completa 100 dias em prisão domiciliar nesta quarta-feira, aguardando para saber onde passará sua sentença de 27 anos por liderar o fracassado plano de golpe de 2022 e em meio à tensão causada pela possibilidade de que o destino escolhido seja a prisão de segurança máxima da Papuda.

Bolsonaro está aguardando um recurso final antes que o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decida sobre onde ele deve passar sua sentença, uma decisão que não deve demorar muito mais do que algumas semanas.

Nesta última tentativa, eles pedirão ao juiz que ele também cumpra sua sentença em sua casa, caso seja rejeitado, eles apelarão para que seja nas Forças Armadas, com base em seu status de capitão reformado do exército, como deve acontecer no caso do resto dos condenados por liderar a conspiração.

Cientes da dificuldade de suas alegações caírem em ouvidos moucos, seus partidários se encarregaram, nas últimas semanas, de manobrar publicamente e nos bastidores para que o ex-presidente não fosse parar na prisão de Papuda, considerada uma das prisões mais seguras da América Latina.

Seus aliados argumentaram que seu frágil estado de saúde é incompatível com os serviços médicos e de alimentação do presídio e relataram que ele sofre constantes colapsos nervosos devido ao estresse causado pela possibilidade de ter que cumprir 27 anos e três meses nessa prisão, localizada em Brasília.

O sistema prisional de Brasília - dependente de um governo cujo governador foi temporariamente afastado e detido pelos atentados de 8 de janeiro de 2023 - já havia solicitado a De Moraes há alguns dias, sem sucesso, que submetesse o ex-presidente a um exame de saúde para confirmar que suas prisões não eram adequadas.

A quarta alternativa é uma cela especial na sede da Polícia Federal em Brasília, um tratamento semelhante ao dado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ficou preso por 580 dias nas instalações da mesma instituição em Curitiba.

CEM DIAS DE ROTINA RESTRITA

De Moraes colocou Bolsonaro em prisão domiciliar como parte de um caso que investiga seu papel e o de seu filho, Eduardo, em uma suposta campanha de proselitismo supostamente lançada nos Estados Unidos contra seu processo judicial, inclusive defendendo sanções e restrições econômicas contra o Brasil e funcionários do Estado, incluindo o próprio juiz da Suprema Corte.

Nesses 100 dias, ele abandonou sua rotina restrita - usa tornozeleira eletrônica, foi proibido de usar redes sociais e de fazer visitas não autorizadas - com uma ocasional internação hospitalar, episódios usados por seus aliados para defender que não vá para a prisão.

Esse período também foi marcado por manifestações massivas de apoio tanto nas ruas quanto no Congresso, onde a oposição manobrou para tentar bloquear, embora sem muito sucesso, a agenda parlamentar para debater questões como o perdão aos condenados pelos atentados de 8 de janeiro e até mesmo a destituição do juiz De Moraes.

No entanto, o arco parlamentar pró-Bolsonaro só conseguiu fazer com que a câmara baixa acelerasse a aprovação de um projeto de lei que prevê anistia para os condenados pelo ataque à sede dos Três Poderes em Brasília. No entanto, o texto está paralisado devido às discrepâncias parlamentares envolvidas em um perdão total como o buscado pelos aliados do ex-presidente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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