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MADRID 11 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo da Bolívia anunciou nesta sexta-feira que implementou — entre dezembro e julho — 30 medidas para recuperar a “estabilidade” e o “crescimento” do país, após meses de bloqueios e greves em todo o território nacional nos últimos meses.
“Estamos passando por um momento de várias mudanças, mudanças extremamente importantes que, acredito, a população boliviana tem aceitado de maneira extraordinária. Estamos transformando profundamente a economia, e essas transformações que vêm ocorrendo não geraram perturbações”, explicou o ministro da Economia, José Gabriel Espinoza, em declarações divulgadas pela agência estatal boliviana ‘ABI’.
Espinoza destacou a gestão do governo liderado pelo presidente Rodrigo Paz nos últimos meses, após os protestos e bloqueios que enfraqueceram a economia boliviana e causaram graves escassezes de recursos essenciais em todo o país.
Nesse sentido, o ministro detalhou que, entre as medidas que “refletiram uma maior confiança na economia”, estão a publicação diária da cotação oficial da moeda, o subsídio ao combustível, o aumento do salário mínimo e a eliminação de tarifas sobre produtos essenciais, como maquinário e tecnologia.
“Há uma longa lista de medidas que vêm sendo tomadas, e todas elas fazem parte do plano que foi elaborado antes mesmo de assumirmos o governo e que vem sendo aplicado desde o início do mandato”, acrescentou.
A última medida foi a aprovação do projeto de lei que alterava o Orçamento Geral do Estado, consensuado no último sábado com a maioria da Assembleia, rompendo assim com vinte anos de bloqueios políticos, e ele afirmou que “as instituições se fortalecem quando o diálogo substitui a imposição”.
A Bolívia se recupera de meses intensos, após sindicatos terem decretado uma greve por tempo indeterminado, seguida de bloqueios nas estradas por todo o país, impulsionados por associações ligadas ao ex-presidente Evo Morales, que exigiam a renúncia do atual líder, Rodrigo Paz.
Durante os momentos mais críticos do protesto, foram registrados mais de cem bloqueios espalhados por sete dos nove departamentos que compõem a Bolívia. Após várias tentativas frustradas de estabelecer um diálogo, finalmente, ao completar 50 dias de bloqueios, a Central Operária Boliviana (COB) e o governo chegaram a um acordo.
Horas depois disso, Paz decretou o estado de exceção para recorrer às Forças Armadas a fim de levantar esses bloqueios, que continuavam sendo liderados por grupos camponeses e aliados de Morales, o qual, três dias após a declaração de emergência, anunciou “uma pausa” nos bloqueios.
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