Publicado 22/07/2026 01:50

A Bolívia estima em 26 o número de seus cidadãos recrutados pelo Exército russo, incluindo quatro feridos e um morto

Archivo - Arquivo - FOZ DO IGUAÇU, 19 de dezembro de 2025  -- O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo, participa da reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul em Foz do Iguaçu, no Brasil, em 19 de dezembro de 2025.
Europa Press/Contacto/luxiao¡tawola - Arquivo

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo da Bolívia estimou em 26 o número de cidadãos bolivianos vinculados às Forças Armadas russas, sendo que 20 deles estão sob contrato ativo, enquanto quatro estão feridos e se encontram em hospitais de campanha e um faleceu, tudo isso no âmbito das investigações de La Paz sobre o suposto recrutamento de cidadãos bolivianos para serem transferidos para a Rússia, onde seriam incorporados à linha de frente na Ucrânia.

“Registramos 26 casos de cidadãos bolivianos sob acompanhamento ligados às Forças Armadas da Federação Russa. Vinte mantêm contratos ativos; 19 soldados relatados aguardam confirmação sobre sua localização atual”, informou o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo.

Na mesma declaração, o chefe da diplomacia boliviana alertou para a existência de “quatro feridos confirmados em hospitais de campanha, um deles em processo de desligamento do serviço militar”. Além disso, “há um cidadão vivo e em estado estável, um falecido e um cidadão repatriado com sucesso para a Bolívia”, acrescentou.

Após divulgar esses números, Aramayo destacou as ações diplomáticas e consulares de seu ministério, incluindo a visita de uma missão a uma área de Donetsk sob controle russo “para verificar pessoalmente a situação de um de nossos compatriotas e providenciar sua desligamento das Forças Armadas Russas”.

Ele também mencionou uma “reunião extraordinária de alto nível com o embaixador da Rússia na Bolívia, o senhor Dimitri Verchenko”, a partir da qual teria sido definida “uma rota bilateral e um canal direto de informação para dar acompanhamento prioritário a todos esses casos”.

“Naturalmente, apresentamos um conjunto de notas verbais para solicitar não apenas informações sobre a localização, mas também para prestar assistência técnica e, em alguns casos, conforme o caso, conseguir providenciar a desligamento de cidadãos bolivianos”, acrescentou.

Diante dessa situação, ele ressaltou que as investigações “estão agora nas mãos das instâncias judiciais, pois cabe a essas instâncias que as famílias apresentem uma ação que permita ao Ministério Público investigar os possíveis atos criminosos ligados a esse tipo de ação, que pode ser classificada como recrutamento ou intermediação”.

“Essa questão é de competência de outro órgão do poder e vamos respeitar sua jurisdição, pois as investigações estão em andamento e não podemos obstruir nenhum tipo de investigação neste contexto”, ressaltou.

No âmbito desse caso, a Justiça boliviana já emitiu, neste domingo, ordem de prisão preventiva contra três pessoas detidas na investigação sobre o suposto recrutamento de cidadãos bolivianos. Os três indiciados são acusados de tráfico de pessoas e permanecerão em prisão preventiva enquanto as investigações avançam.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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