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Seu vice-presidente clama por fraternidade e reconciliação e anuncia "mudanças estruturais".
MADRID, 20 out. (EUROPA PRESS) -
O novo presidente da Bolívia será o candidato do Partido Democrata Cristão (PDC), Rodrigo Paz, que venceu o segundo turno das eleições com 54,6% dos votos contra o ex-presidente do país, Jorge Tuto Quiroga, que obteve 45,4% dos votos.
Dessa forma, Paz conquistou o voto de mais de 3,3 milhões de bolivianos, superando os quase 2,8 milhões que votaram em Tuto Quiroga, com quase 98% dos votos já apurados, de acordo com dados do Sistema de Contagem Preliminar (Sirepre) do Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia, que pode apresentar variações em relação à contagem oficial final.
Seu vice, Edmand Lara, saudou os resultados e anunciou "ações imediatas" para "recuperar a economia do país (...), garantir o fornecimento de diesel e gasolina (...), nivelar os preços da cesta básica e acabar com a corrupção".
"Uma nova história está chegando, chega de corrupção, chega de injustiça", declarou ele em um discurso no qual anunciou "mudanças estruturais" na cidade de Santa Cruz, antes de viajar para La Paz para se reunir com o novo líder do país.
Ele também pediu "fraternidade", bem como "unidade e reconciliação entre os bolivianos". "É hora do perdão, é hora da reconciliação. Agora devemos pensar na pátria", disse ele à mídia.
Rodrigo Paz, um senador do PDC, filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora e sobrinho-neto do ex-presidente Víctor Paz Estenssoro, mais uma vez derrubou as previsões das pesquisas e saiu vitorioso após sua vitória no primeiro turno, usando um discurso muito distante tanto do MAS quanto do conservadorismo da oposição.
Com sua ideia de um "capitalismo para todos", ele propôs cortes nos gastos públicos, formalização do emprego, reformas eleitorais e constitucionais para atrair o investimento privado, embora tenha descartado a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI), à qual Tuto Quiroga é favorável. Ele prometeu que não buscará a reeleição.
Essa é a primeira vez, desde o estabelecimento do segundo turno em 2009, que as eleições chegam a esse estágio na Bolívia, que chegou a essas eleições em um momento marcado pelo fim do projeto político do Movimento ao Socialismo (MAS), quase duas décadas depois, e por uma crise acentuada na qual se destaca a alarmante falta de combustível, que se tornou o principal tema de conversa na campanha.
A escassez de hidrocarbonetos chegou a tal ponto que as autoridades eleitorais tiveram que chegar a um acordo com as principais empresas de energia para garantir a operação que distribui as malas eleitorais contendo as cédulas de votação e todo o equipamento necessário para os jurados em todo o país.
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