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MADRID 16 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro de Governo da Bolívia, Eduardo del Castillo, garantiu que a polícia prenderá o ex-presidente Evo Morales, acusado de tráfico de pessoas, se ele levar adiante seu plano de liderar uma marcha até a capital do país, La Paz, para se registrar como candidato presidencial, apesar de ter sido desqualificado pelo Tribunal Constitucional.
"O sistema judiciário boliviano emitiu um mandado de prisão para o Sr. Morales, portanto, se ele aparecer amanhã (sexta-feira, 16 de maio) em La Paz, o mandado de prisão será executado", disse ele na quinta-feira em uma coletiva de imprensa na qual acusou o ex-presidente de "tentar convulsionar a sede do governo" ao anunciar que lideraria uma marcha para registrar sua candidatura para as eleições programadas para meados de agosto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"Quem é a pessoa que está mobilizando pessoas em direção à sede do governo com o único objetivo de tentar impedir que as eleições gerais ocorram em 17 de agosto?", declarou ele, antes de defender que é "o povo (que) deve definir seu próximo governo em nosso país".
O ministro lembrou que o ex-presidente "não está autorizado" a se candidatar nas próximas eleições, depois que o Tribunal Constitucional ratificou isso na quarta-feira, alegando a proibição de um terceiro mandato.
"O povo decidiu votar em uma constituição que estabelece limitações ao cargo presidencial. As constituições são projetadas e elaboradas para colocar travas no exercício do poder e, precisamente, o povo boliviano já decidiu colocar uma limitação na reeleição", acrescentou Del Castillo, antes de também se referir à resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos que apoia essa norma.
A advertência do ministro ocorre em um contexto de alta tensão política, enquanto as autoridades bolivianas anunciaram que reforçaram o controle das estradas que levam à capital.
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