Publicado 12/09/2026 08:35

Bolaños questiona os argumentos jurídicos da Suprema Corte para privar do direito de voto os naturalizados pela “lei dos netos”

O ministro da Presidência, Justiça e Relações com os Poderes Legislativos, Félix Bolaños, ao chegar a uma sessão plenária no Senado, em 8 de setembro de 2026, em Madri (Espanha). Esta é a primeira sessão plenária realizada na Câmara Alta após o período...
Jesús Hellín - Europa Press

MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Presidência, Justiça e Relações com os Poderes Legislativos, Félix Bolaños, questionou neste sábado os argumentos que levaram o Supremo Tribunal a suspender, a título cautelar, o direito ao voto das pessoas naturalizadas pela chamada “lei dos netos”. “A decisão do Supremo Tribunal que priva provisoriamente milhares de compatriotas do direito ao voto é muito questionável do ponto de vista jurídico”, afirmou.

Ele fez isso por meio de uma mensagem em sua conta no X, divulgada pela Europa Press, na qual ele se faz eco do comunicado divulgado por Juízes e Juízas pela Democracia (JJpDD) e pela União Progressista de Promotores (UPF), que denunciaram a desproporcionalidade da medida adotada pelo tribunal superior.

“Aqui estão os argumentos jurídicos da JJpDD e da UPF”, destaca Bolaños, anexando o comunicado mencionado das duas associações progressistas. Além disso, o ministro volta a pedir “respeitosamente” ao Supremo que “resolva essa questão antes das eleições de 2027” e ressalta que “o censo eleitoral não pode ser alterado sem uma base jurídica sólida”.

O Supremo decidiu suspender cautelosamente, até que profira sentença, o direito de voto para aqueles que já obtiveram ou venham a obter a nacionalidade por meio da disposição da Lei da Memória Democrática conhecida como ‘lei dos netos’, a menos que comprovem ser descendentes de exilados. Essas medidas cautelares foram adotadas em resposta aos pedidos do partido Vox e da plataforma Iustitia Europa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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