Diego Radamés - Europa Press - Arquivo
Ele garante que as medidas que o governo está considerando são “mais ambiciosas” do que as propostas fiscais do PP, mas não revela detalhes. MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Presidência, Justiça e Relações com os Tribunais, Félix Bolaños, já concluiu sua rodada de contatos com todos os grupos parlamentares, exceto o Vox, aos quais solicitou que enviassem esta semana ao governo suas propostas para tentar amenizar os efeitos econômicos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Assim o explicou numa coletiva de imprensa na sede de seu departamento, na qual adiantou que o Governo estudará as sugestões feitas pelos diferentes partidos e também pelos agentes sociais, com os quais se reunirá nesta quinta-feira, mas não revelou em quais medidas o Executivo está trabalhando.
Segundo relatou, entre a tarde de terça-feira e a manhã desta quarta-feira, trocou impressões com representantes de todos os grupos parlamentares, exceto com o Vox, que, nesta ocasião, o Executivo havia incluído nesta rodada parlamentar. VOX IGNORA Mas os de Santiago Abascal não responderam ao ministro. “Nem responde nem se espera que responda, porque uma força política que é abertamente favorável à guerra não se preocupa com as consequências negativas que a guerra pode ter para os espanhóis”, afirmou Bolaños. O ministro evitou antecipar quais medidas o Executivo está considerando nem se estas incluirão reduções de impostos para determinados produtos, como exige o PP. “Algumas das propostas apresentadas são em matéria fiscal, mas o plano do governo é muito mais ambicioso”, afirmou, referindo-se ao que foi feito após o início da guerra na Ucrânia, quando foram tomadas decisões “em matéria econômica, tributária e social”.
Assim, limitou-se a indicar que solicitou aos grupos que lhe enviassem suas contribuições esta semana para poder estudá-las e, se for o caso, incluí-las no plano de resposta que, insistiu, já está sendo preparado pelo Executivo.
“É um plano integral com o qual pretendemos dar resposta a todos os setores, a todos os autônomos, a todas as empresas e a todos os cidadãos afetados”, disse, ressaltando que, em sua opinião, o governo já demonstrou ter uma “experiência comprovada” em dar “uma resposta ágil e eficaz às crises que têm surgido e ao que cada setor afetado precisa em cada momento”.
MORANT APELA À UNIDADE Por sua vez, a ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, defendeu a aposta do Governo no diálogo “com todos os agentes” e forças parlamentares, ao mesmo tempo que apelou à unidade para enfrentar as consequências da guerra no Irão.
Em declarações à imprensa após o café da manhã informativo da Europa Press protagonizado pela terceira vice-presidente do Governo, Sara Aagesen, a ministra socialista também criticou o PP por “sempre” ter votado contra as medidas do Governo “para colocar soluções sobre a mesa” diante dos desafios do país.
Sobre as críticas de parceiros do Executivo, como Sumar, que repreendeu o Governo por estar atrasado com o plano de medidas para o conflito no Irã, Morant evitou responder, ironizando que “alguns parceiros” dizem que estão atrasados e outros que “é preciso dialogar”.
“É preciso dialogar com todos os agentes sociais e também com todas as forças parlamentares, porque temos que levar isso adiante juntos”, concluiu a ministra.
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