Publicado 08/04/2026 06:49

Bolaños incentiva o PP e o Vox a aproveitarem o cessar-fogo no Oriente Médio para condenar essa "guerra ilegal"

O ministro da Presidência, Justiça e Relações com os Poderes Legislativos, Félix Bolaños, durante sua audiência perante a Comissão Constitucional para apresentar o Plano Normativo 2025 do Governo, em 8 de abril de 2026, em Madri (Espanha). Audiência na qu
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes, Félix Bolaños, pediu nesta terça-feira ao PP e ao Vox que mudem de posição em relação ao conflito no Oriente Médio e que, agora que foi alcançado um cessar-fogo, condenem “sem qualquer tipo de atenuante, com veemência” uma guerra “ilegal, contrária ao direito internacional e aos direitos humanos”.

Em declarações à imprensa antes de sua comparecimento na Comissão Constitucional do Congresso, Bolaños saudou como “uma notícia muito boa para o mundo e para a paz” a trégua na guerra do Irã anunciada nesta madrugada e espera que esse fato “faça com que os dois partidos políticos que, na Espanha, o PP e o Vox, não apoiaram a paz, mudem de posição”. “Que percebam que a guerra só leva à destruição, à morte, ao caos, à ruína econômica”, acrescentou.

O ministro afirmou também que não compreende a mensagem do líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, na rede social 'X', na qual ele assinalava nesta terça-feira que “em momentos delicados” é preciso “sensatez” e “não brutalidade”. "Gostaria de saber se os jornalistas entenderam isso. Mas, de qualquer forma, acredito que é fundamental que o Partido Popular e o Vox mudem de posição em relação à guerra", insistiu.

A TRÉGUA "COINCIDE COM A POSIÇÃO DA ESPANHA"

O ministro da Justiça afirmou que essa trégua coincide com a posição que a Espanha tem mantido "em todos os momentos" sobre o conflito no Oriente Médio, de apostar "na diplomacia, no diálogo, nos acordos e na paz".

“A partir daqui, esperemos que esta trégua seja o caminho definitivo para uma paz justa e duradoura”, assinalou o ministro, que defendeu que se continue trabalhando para que “a diplomacia, as vias multilaterais, a negociação e os acordos se imponham à lei do mais forte”.

Bolaños também garantiu que o Governo gostaria que esta trégua estendesse seus efeitos também ao Líbano, “onde milhares de libaneses estão sendo expulsos de suas casas e massacrados pelo exército de Israel”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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