Luisa Borja Luna / Zuma Press / Europa Press
MADRID 21 set. (EUROPA PRESS) -
O governo do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, anunciou uma nova estratégia contra as estruturas criminosas, baseada na submissão à Justiça e na recusa a qualquer reconhecimento político ou negociação com criminosos.
“Ao criminoso não se oferece uma cadeira, mas sim um processo judicial”, resumiu o porta-voz da Presidência, Miller Soto, que explicou que aqueles que cometem crimes deverão se submeter às condições estabelecidas pela Constituição e pela lei, sem participar de mesas de diálogo.
Nesse contexto, Soto revelou que os ministérios da Justiça e do Interior já estão trabalhando — em conjunto com a Presidência — em um projeto de lei de submissão ou adesão que, uma vez concluído, será apresentado ao Congresso. A proposta prevê que aqueles que abandonarem as armas e as atividades ilícitas poderão se submeter à Justiça, desde que cumpram uma série de requisitos, entre os quais estão fornecer informações, cessar de forma verificável suas ações criminosas e indenizar as vítimas.
O porta-voz presidencial garantiu que o mecanismo não contemplará reconhecimento político, negociações nem benefícios desproporcionais. “A única coisa que eles poderão dizer é: ‘eu me submeto’ e aceitar as consequências dessa submissão”, afirmou.
Além disso, o Executivo anunciou um estatuto antiterrorista voltado contra as fontes de financiamento das organizações criminosas, entre elas a mineração ilegal, o cultivo de coca, o contrabando e a lavagem de dinheiro. A iniciativa incluirá também um regime penitenciário especial para os principais líderes dessas organizações.
A Presidência afirmou que os processos que estavam pendentes já foram retomados e antecipou novas medidas para as próximas semanas. Ao mesmo tempo, defenderam a segurança como uma prioridade para a população e garantiram que a nova estratégia visa proteger aqueles que trabalham e desenvolvem suas atividades longe de extorsões e outras formas de criminalidade.
Como mensagem final, o Governo insistiu que as organizações criminosas deverão se submeter ao ordenamento jurídico e que a luta contra as economias ilegais será um dos eixos de sua política de segurança.
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