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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
Na manhã de quinta-feira, o Diário Oficial do Estado (BOE) publicou o contrato para a aquisição de 15 milhões de balas de uma empresa de Israel, por um valor total de 5,49 milhões de euros, que foi adjudicado pela Sede de Assuntos Econômicos da Guarda Civil.
O contrato, processado por procedimento aberto para o fornecimento de munição de 9 mm, foi concedido à empresa IMI Systems, uma empresa israelense representada na Espanha pela Guardian Defense & Homeland Security S.A.
A IMI Systems recebeu dois lotes de cartuchos PB NATO de 9x19 mm, o Lote 1 por 3,69 milhões de euros e o Lote 3 por 1,8 milhões de euros, em um total de 5,49 milhões de euros, de acordo com o BOE (Boletim Oficial do Estado).
Esse contrato abriu um confronto entre os dois parceiros no governo, pois Sumar pede ao PSOE que o cancele e cumpra o compromisso de Pedro Sánchez de não vender ou comprar armas para o Estado de Israel.
Por sua vez, o Ministério do Interior, chefiado por Fernando Grande-Marlaska, justificou na quarta-feira a aquisição de 15 milhões de balas diante da impossibilidade de cancelar o pagamento de um material necessário para os serviços prestados pela Guarda Civil.
"O cancelamento significaria pagar o preço à empresa sem receber o material contratado, que é necessário para que a Guarda Civil possa prestar os serviços que lhe foram confiados", disse o Ministério do Interior em um comunicado. Há seis meses, o Ministério anunciou que havia ordenado a suspensão desse contrato devido à escalada da guerra em Gaza após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
A pasta de Marlaska acrescenta que, apesar do "episódio" ocorrido com a empresa israelense Guardian Defense & Homeland Security S.A., o Ministério "compartilha o compromisso do governo espanhol de não vender ou comprar armas para o Estado israelense adquiridas desde o início do conflito armado em Gaza".
AGITAÇÃO NA SUMAR E EM OUTROS PARCEIROS
A Sumar e os parceiros do governo criticaram duramente a retificação do Ministério do Interior, com pedidos que vão desde o comparecimento de Fernando Grande-Marlaska ao Congresso até a exigência de sua renúncia e até mesmo sugestões de um possível rompimento do governo.
A segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, defendeu nesta quarta-feira que o Executivo "está muito bem de saúde", apesar das discrepâncias com o novo investimento em defesa e de suas críticas à decisão do Interior de retificar a aquisição de balas de Israel.
Sumar exigiu que o Ministério do Interior cancele imediatamente o contrato para a compra de balas de Israel e solicitou a presença de seu chefe, Fernando Grande-Marlaska, no Congresso para explicar tudo relacionado a essa licitação.
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