Publicado 25/08/2026 07:01

Bloco da oposição no Equador denuncia as tentativas de desqualificar candidatos contrários a Noboa

PEQUIM, 16 de agosto de 2026  -- O presidente da República do Equador, Daniel Roy-Gilchrist Noboa Azén, chega a Pequim, capital da China, em 16 de agosto de 2026. A convite do presidente chinês Xi Jinping, Noboa chegou a Pequim no domingo para uma visita
Europa Press/Contacto/Cai Yang

MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -

Um grupo de quatro partidos de tendência de esquerda no Equador, reunidos no bloco Aliança Cidadã, denunciou as tentativas de desqualificar das eleições candidatos contrários ao presidente, Daniel Noboa.

Em uma coletiva de imprensa, diversas correntes políticas quiseram alertar sobre a deterioração democrática que o Equador vem enfrentando e, especificamente, apontaram o assédio a candidatos de esquerda que estão sendo alvo de recursos judiciais com o objetivo de retirá-los da disputa eleitoral, como no caso do prefeito de Quito, Pabel Muñoz, que busca a reeleição nas eleições municipais de novembro de 2026.

Em um momento em que se definem as candidaturas que poderão disputar as eleições, e em meio a ameaças de inelegibilidade e pressões fiscais, esses partidos denunciaram uma “estratégia de trapaças” supostamente implementada pelo governo de Noboa, que “se jogar limpo, perde as eleições”. “Por isso, proíbe organizações políticas e candidatos com chances de vencer”, afirmou Natasha Rojas, líder da Unidad Democrática, segundo reportagem do canal de televisão Ecuavisa.

Do lado do Partido Socialista, seu líder, Gustavo Vallejo, destacou, a respeito do caso de Muñoz, que ele já havia sido punido pelo Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE). “Não podemos esquecer que eles já promoveram um processo de destituição que fracassou”, indicou ele sobre a situação judicial do vereador de Quito.

Gabriela Rivadeneira, do partido Revolução Cidadã, do ex-presidente Rafael Correa, denunciou que o maior impacto recai sobre o povo equatoriano, que vê suas opções nas urnas serem limitadas. “O povo equatoriano não poderá votar livremente”, afirmou Rivadeneira, que vem acusando Noboa de “perseguir, proscribir, ameaçar e extorquir”.

Como pano de fundo está a situação da ex-candidata presidencial “correísta” Luisa González, que disputou a Presidência contra Noboa e viu que lhe foi impossível se registrar como candidata nas eleições na província de Manabí, tendo tentado se candidatar pelo partido indígena Pachakutik.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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