Joaquin Corchero - Europa Press
SEVILLA 24 jun. (EUROPA PRESS) -
O bispo de Sevilha, José Ángel Saiz Meneses, exortou os devotos da Virgem da Macarena a permanecerem "unidos" e pediu "perdão", após a situação causada pelos trabalhos de conservação que provocaram agitação entre os irmãos e irmãs da irmandade sevilhana.
De acordo com Monsenhor Saiz Meneses em seu relato X, "errar é humano, perdoar é divino, retificar é sábio", citando Alexander Pope. Nesse sentido, o bispo destacou que "María Santísima de la Esperanza Macarena nos quer unidos, como irmãos e irmãs, como seus filhos, olhando para o futuro, caminhando na verdade e na bondade".
A Junta Diretiva assinalou que essa é uma situação causada pelo "efeito estético indesejado" na face da imagem durante o trabalho de conservação e a decisão "errônea" de restaurá-la ao culto quando essa alteração ainda persistia; cuja solução final deverá ser supervisionada pelo Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico (IAPH), ligado ao Ministério da Cultura do Governo Regional da Andaluzia.
RENÚNCIA DO ADMINISTRADOR E DOS SACERDOTES
Em um comunicado, eles anunciaram a renúncia do mordomo e do prior da escultura de Nuestra Señora de la Esperanza, após a reunião extraordinária realizada até as 2h da manhã desta terça-feira, sobre o polêmico trabalho de conservação realizado na escultura da Virgem, Em vista do resultado e das vozes contrárias, a organização promoveu uma intervenção de emergência na imagem para restaurar completamente suas características originais e, assim, corrigir a "alteração estética não intencional" que era visível no rosto da figura, que é muito popular na cidade.
Na tarde da última segunda-feira, as imediações da basílica da Macarena foram palco de uma grande concentração de várias centenas de pessoas que se reuniram para rejeitar a ação e exigiram medidas como a renúncia do conselho administrativo, uma mobilização promovida anonimamente e que circulou nas redes sociais e na mídia.
Nesse contexto, a junta diretiva da irmandade Macarena expôs em seu comunicado, após a mencionada reunião extraordinária do conselho de oficiais, a "cronologia" dos acontecimentos; mais uma vez pedindo "perdão a todos os irmãos e devotos pelos danos morais e devocionais que as decisões tomadas possam ter lhes causado"; já que o assunto desencadeou uma das maiores crises já vividas dentro da irmandade.
A entidade explica que, em maio de 2024, encomendou um relatório sobre o estado de conservação de suas imagens titulares ao professor Francisco Arquillo Torres, lembrando que desde 1978 vem "depositando sua confiança nesse prestigioso profissional" e enfatizando que o relatório afirmava que os critérios a serem aplicados seriam "os mesmos que foram aplicados nas operações de manutenção realizadas após a restauração integral das três imagens" em 1984, ou seja, "observando o mais absoluto respeito à autenticidade e evitando alterações no aspecto estético externo", como invoca o conselho administrativo em relação ao documento mencionado.
O conselho administrativo da irmandade explicou que, de acordo com o relatório do professor Arquillo, a mudança na aparência da imagem da Virgem se deveu ao fato de que os novos cílios, colocados pouco antes de vesti-la e sem que o adesivo estivesse completamente seco, poderiam ter se deslocado e fechado parcialmente os olhos. Embora Arquillo considerasse esse um efeito transitório, a incerteza persistiu entre os responsáveis, que, incapazes de entrar em contato com o restaurador novamente e tendo em vista a abertura iminente ao público, decidiram erroneamente expor a imagem à adoração nesse estado.
Dada a persistência do problema estético, foi solicitada a intervenção de especialistas, o que levou ao fechamento temporário da igreja para tentar encontrar uma solução. O trabalho de restauração durou até a noite. O Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico foi encarregado da supervisão técnica dos trabalhos e, uma vez concluído o processo e apresentado um relatório definitivo, será convocado um capítulo geral extraordinário para decidir as medidas a serem tomadas.
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