Publicado 09/02/2026 12:11

O bispo de Málaga expressa em Melilla a "vontade de diálogo e colaboração" com os muçulmanos pelo início do Ramadã

O bispo de Málaga e Melilha, José Antonio Satué, visita o centro penitenciário de Melilha
CENTRO PENITENCIARIO DE MELILLA

MELILLA 9 fev. (EUROPA PRESS) - O bispo de Málaga e Melilla, José Antonio Satué, expressou desde a cidade espanhola do norte da África sua vontade de “diálogo e colaboração”, coincidindo com o próximo início do mês do Ramadã dos muçulmanos, em meados deste mês de fevereiro.

Em coletiva de imprensa, o prelado admitiu que “o diálogo com religiões não cristãs é pouco desenvolvido na diocese de Málaga-Melilla”, embora tenha expressado seu desejo de que “essa comunicação cresça progressivamente”.

Satué quis enviar uma mensagem à comunidade muçulmana de Melilha diante do início iminente de seu mês sagrado: “Aqui vocês têm um irmão, um irmão na fé, disposto ao diálogo e à colaboração em tudo o que for necessário, especialmente no apoio às pessoas mais necessitadas”, afirmou.

Questionado sobre o novo Pacto Europeu sobre Migração e Asilo e seu possível impacto na fronteira de Melilha, Satué sublinhou que “os governos têm o direito de regular os fluxos migratórios, mas sempre respeitando os direitos humanos”.

Nesse sentido, defendeu que “a tarefa da Igreja é contrariar os discursos de ódio e converter as paróquias e comunidades em espaços de acolhimento, independentemente da religião ou cultura dos migrantes”.

O bispo assegurou que, durante sua visita, não percebeu atitudes de rejeição na Igreja de Melilha e avaliou positivamente o trabalho realizado na catequese, escolas, confrades, liturgias e no âmbito da ação social, destacando “a preocupação e sensibilidade para com as pessoas mais vulneráveis”.

DIFERENTES REALIDADES DA IGREJA EM MELILLA O bispo mostrou-se satisfeito após a sua estadia na cidade autónoma e assegurou que parte "com um bom sabor na boca", destacando que começou a intuir projetos pastorais concretos para o futuro. Entre eles, apontou a necessidade de “criar mais unidade” entre as diferentes realidades da Igreja em Melilla e a possível organização de uma assembleia no início do próximo ano letivo, que considera fundamental para reforçar a coesão eclesial.

Em sua aparição, o prelado avaliou diferentes questões atuais relacionadas com a Igreja em Melilla, o diálogo inter-religioso, a atenção aos mais vulneráveis e os desafios pastorais da diocese num contexto cultural diversificado. Coincidindo com o próximo início do mês do Ramadã, em meados deste mês de fevereiro,

Satué também avançou a intenção de criar “uma equipe de pastoral juvenil comum para toda a Igreja em Melilla, que envolveria não apenas as paróquias, mas também irmandades, confrades e centros educacionais”. Da mesma forma, destacou a importância de fortalecer a formação e a coordenação da Cáritas e de outras organizações cristãs que trabalham com pessoas pobres e migrantes.

Do ponto de vista emocional, o bispo destacou como um dos momentos mais intensos de sua visita o encontro com as crianças atendidas pelas religiosas da Divina Infantita. “Foi muito emocionante ver como essas crianças encontraram um lar onde podem expressar histórias muito difíceis e receber atenção e amor incondicional”, admitiu.

O bispo lembrou que já havia visitado Melilha em outubro passado, embora de forma muito breve, e explicou que esta estadia mais prolongada lhe permitiu conhecer melhor as paróquias, centros educacionais, projetos sociais e comunidades cristãs, além do Centro Penitenciário.

Com vista a uma próxima visita prevista para o mês de maio, ele adiantou que se trabalhará para concretizar a criação de uma estrutura arquipresbiteral que ajude a organizar conjuntamente a vida da Igreja na cidade.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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