A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo
Diz que o decreto de embargo de armas de Israel tem "claro espaço para melhorias", mas rejeita posições do tipo "tudo ou nada"
MADRID, 4 out. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz adjunto do Bildu no Congresso, Oskar Matute, pediu no sábado que os parceiros de investidura deixem de lado o "tático" e priorizem o "estratégico" que, em sua opinião, é fazer todo o possível para evitar a chegada de um governo do PP com a Vox.
Conforme explicou em uma entrevista ao programa Parlamento da Radio Nacional, captada pela Europa Press, essa é a ideia que a liderança da coalizão nacionalista apresentou na rodada de contatos que vem mantendo desde o verão com os partidos à esquerda do PSOE.
Matute destacou que, após esses contatos com partidos como Podemos e ERC, Bildu não viu que nenhum deles tivesse uma "intenção inequívoca" de "derrubar o governo", abandonando o orçamento para 2026 com a intenção de convocar eleições gerais.
"Transmitimos a eles que na Bildu sabemos distinguir o que é urgente, em termos táticos clássicos, do que é importante, voltando novamente aos termos estratégicos clássicos. Para nós, o importante é que a extrema direita não chegue ao poder, nem em conluio nem em colaboração com qualquer extrema direita, como o PP", disse ele.
QUE A IGUALDADE DA CONSTITUIÇÃO NÃO DEVE SER UMA QUIMERA
Matute considerou como certo que esse seria um cenário de "ataque direto" ao povo basco, mas também à classe trabalhadora de todo o país. Por esse motivo, ele enfatizou que a prioridade deve ser "deter a extrema direita" e convencer as pessoas de que as políticas progressistas "pensam em todos como seres humanos e não como meros consumidores com a capacidade de engordar os lucros e os bolsos de alguns".
Nesse contexto, ele disse ser a favor de "avançar com objetivos que nos permitam superar o modelo econômico e social que impede que a dignidade na vida das pessoas seja uma constante e que a igualdade efetiva e real que até mesmo a própria Constituição proclama para todos os espanhóis seja uma possibilidade viável e não apenas uma espécie de quimera".
Com relação às negociações com o governo sobre as próximas contas públicas, Matute destacou que elas ainda estão "nos estágios iniciais", porque, embora seja verdade que "começaram", ainda não entraram em uma fase "mais definitiva" de "troca de papéis" ou de estabelecimento de "posições sobre determinadas demandas".
POSIÇÃO EXIGENTE E CONSTRUTIVA PARA A PGE
O Bildu vai para essas negociações "com uma vontade exigente e ambiciosa", mas também "construtiva", e que suas prioridades são "ampliar os direitos, ganhar mais espaço para as liberdades e, acima de tudo, proteger as condições de vida dos diferentes setores da classe trabalhadora, que, apesar do boom econômico que o Estado parece estar registrando em termos macroeconômicos, não está tendo bons resultados no dia a dia".
Matute também se referiu ao decreto-lei para o embargo de armas a Israel que será votado na terça-feira na sessão plenária do Congresso. Do seu ponto de vista, é um texto que "claramente poderia ser melhorado", mas é "muito melhor que haja uma posição clara de não colaboração com o governo israelense em muitos aspectos do que não existir" e continuar fazendo "exigências do tipo tudo ou nada".
Nesse contexto, eles pedirão que a proposta seja processada como um projeto de lei para que seja possível introduzir emendas que sirvam para romper totalmente as relações com Israel em todas as áreas, com o objetivo de tratar esse país como a África do Sul do apartheid.
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