Publicado 03/06/2026 06:01

Bendodo classifica as reuniões bilaterais sobre financiamento como uma "cortina de fumaça" e apoia a decisão da CCAA de não comparec

O vice-secretário de Política Autonômica e Local do PP, Elías Bendodo, intervém durante o encontro político na sede central do PPCV, em 25 de maio de 2026, em Valência (Espanha). A reunião de trabalho reúne os principais responsáveis das inst
Jorge Gil - Europa Press

SEVILHA 3 jun. (EUROPA PRESS) -

O vice-secretário de Coordenação Autonômica e Local + Análise Eleitoral do PP, Elías Bendodo, considerou nesta quarta-feira que as reuniões bilaterais propostas pelo Ministério da Fazenda às comunidades autônomas para abordar o novo modelo de financiamento autonômico são uma “cortina de fumaça” e considerou que a “bilateralidade” ao tratar desse assunto é um “erro”.

Em declarações à Canal Sur Radio, divulgadas pela Europa Press, Bendodo defendeu que os governos das comunidades do PP são autônomos para decidir se comparecem ou não a essas reuniões: “Eles têm, acima de tudo, bom senso e não é preciso dar-lhes nenhuma instrução para que decidam não participar de uma farsa”.

Ele destacou que, “com tudo o que está acontecendo e com a legislatura paralisada”, o governo central reabre o debate sobre o financiamento autônomo “como uma cortina de fumaça”.

Para Bendodo, a proposta de um novo modelo de financiamento apresentada em janeiro “nasceu morta” pelo fato de que não se pode “acordar o que diz respeito a todos apenas com alguns poucos, precisamente com aqueles que querem dividir a Espanha”. “Esse modelo de financiamento foi acordado com o separatismo catalão e foi anunciado na Moncloa pelo senhor (Oriol) Junqueras”, observou.

De qualquer forma, ele insistiu que os governos das comunidades “são autônomos e cada um decidirá o que fazer”, e indicou que a direção nacional do PP se limita a “traçar um caminho”, no sentido de que entende que “a bilateralidade é um erro” na hora de abordar um assunto dessa importância.

"O que diz respeito a todos é negociado na mesa de todos, no Conselho de Política Fiscal e Financeira, que é onde se deve discutir o modelo de financiamento autônomo", assinalou Elías Bendodo, para quem a bilateralidade busca apenas "tentar comprar alguma boa vontade".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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