Ricardo Rubio - Europa Press
MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
O vice-secretário de Política Autonômica, Municipal e Análise Eleitoral do PP, Elías Bendodo, considera que a nomeação do ministro da Economia, Carlos Cuerpo, como primeiro vice-presidente do Governo é uma tentativa do chefe do Executivo, Pedro Sánchez, de “não indicar nenhum sucessor” para “tentar permanecer” na secretaria-geral do PSOE.
“A mensagem é: atrás de mim, ninguém; depois de mim, nada”, afirmou ele em entrevista ao programa ‘La mirada crítica’, da ‘Tele 5’, divulgada pela Europa Press, ao ser questionado sobre a nomeação de Cuerpo como sucessor da candidata do PSOE na Andaluzia, María Jesús Montero, na primeira vice-presidência do Executivo.
Sobre isso, acrescentou que a Sánchez “fica pouco tempo” como líder dos socialistas, já que lhe dirão “que tem de abandonar as responsabilidades” assim que perder a presidência do Governo.
Por isso, continuou, não escolheu um perfil político para a vaga, mas sim um técnico, porque “um primeiro vice-presidente pode estar perfeitamente posicionado na corrida à sucessão de Pedro Sánchez”.
A NOMEAÇÃO É “POUCO RELEVANTE”
Nesse sentido, o vice-secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável do PP, Alberto Nadal, minimizou a notícia, garantindo que “não há nenhuma novidade”, pois Cuerpo já presidia a comissão delegada e que essa nomeação “é pouco relevante”.
“Dentro do governo, continuaremos na mesma situação, ou seja, um governo que não tem apoio parlamentar, um governo que está paralisado”, acrescentou ele em entrevista ao programa “Las Mañanas de RNE”, divulgada pela Europa Press.
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