MINISTERIO DE SEGURIDAD NACIONAL
MADRID, 12 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Segurança Nacional de Israel e líder do partido de extrema direita Poder Judaico, Itamar Ben Gvir, visitou e rezou neste domingo na Esplanada das Mesquitas, em flagrante violação da própria legislação israelense que proíbe a realização de orações e cerimônias religiosas judaicas no local.
Ben Gvir visitou a área acompanhado pelo rabino Elisha Wolfson e usando um crachá em defesa da nova legislação que prevê a aplicação da pena de morte em casos de terrorismo, mas apenas para não sionistas.
“Rabino. Lembro-me de quando vinha aqui com 14 ou 15 anos. Que mudança! Antes, eles não paravam de gritar ‘Alahu Akbar’ e de nos cercar, e se um judeu ousasse sussurrar alguma coisa, era detido. Agora aqui você se sente como o chefe”, afirmou Ben Gvir, segundo a imprensa israelense.
O ministro considera que “ainda há muito a ser feito” e garantiu que está pressionando o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para “que faça mais”. “Temos que ir cada vez mais longe”, argumentou.
Wolfson, por sua vez, reivindicou a “mudança histórica” impulsionada por Ben Gvir. “Não é apenas uma mudança para aqueles que sobem ao Monte do Templo — Esplanada das Mesquitas —, mas também para todo o povo judeu, que espera há 2.000 anos”, argumentou.
CONDENAÇÃO DA JORDÂNIA
A Jordânia, de cujo governo depende formalmente a Administração de Assuntos Religiosos de Jerusalém, já condenou a visita do “extremista” Ben Gvir à Mesquita de Al-Aqsa, terceiro local sagrado do Islã e epicentro da Esplanada das Mesquitas.
“É uma violação flagrante do status quo histórico e legal existente no Nobre Santuário, uma profanação de sua santidade, uma escalada condenável e uma provocação inaceitável”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Jordânia em um comunicado.
Critica-se, em particular, a falta de intervenção da polícia israelense — que está sob o comando de Ben Gvir — e a intenção provocadora do ministro de tentar “impor uma política de fato consumado” sobre os locais sagrados muçulmanos e cristãos de Jerusalém.
Assim, lembra que “Israel não tem soberania sobre a cidade ocupada de Jerusalém” em referência à ocupação militar desse território na guerra de 1967 e insta a comunidade internacional a responder com “firmeza” para obrigar Israel, na qualidade de potência ocupante, a cessar essas “violações contínuas contra os santuários islâmicos e cristãos de Jerusalém e todas as práticas provocadoras do ministro extremista”.
Amã lembra ainda que os 144 dunams — 14,4 hectares — da Esplanada das Mesquitas são “local de culto exclusivo para os muçulmanos” e que a Administração de Assuntos Religiosos de Jerusalém, subordinada ao governo jordaniano, tem “competência exclusiva para administrar os assuntos” da Mesquita de Al-Aqsa, o Nobre Santuário e organizar o acesso a ela.
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