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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, pediu ao governo que tome a decisão de "eliminar" o presidente de transição sírio, Ahmed al Shara, em meio aos confrontos entre milicianos drusos e beduínos na província de Sueida, que nos últimos três dias deixaram mais de 250 mortos.
"As imagens chocantes da Síria provam uma coisa: jihadista uma vez, jihadista para sempre", disse Ben Gvir, referindo-se ao passado islâmico de al Shara, a quem ele se referiu pelo seu nome de guerra Abu Mohamed al Golani.
"A única coisa que pode ser feita é eliminar al-Golani", disse o ministro da segurança nacional em uma declaração na qual ele defendeu a "eliminação do cabeça de cobra", ao mesmo tempo em que expressou solidariedade ao povo druso. "Eu lhes envio um abraço caloroso", disse ele.
Nas últimas horas, o exército israelense lançou grandes ataques aéreos contra Damasco em resposta às ações das novas autoridades sírias contra os civis drusos no sul do país.
Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu alertou que a situação é "muito séria" e que eles estão agindo para "salvar" os drusos, depois que pelo menos 260 mortes já foram registradas nos últimos três dias.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres, disse que até o momento foram confirmadas cerca de 110 mortes de drusos, incluindo 22 que foram "executadas" pelas tropas do governo, que já sofreram cerca de 140 mortes, além de 18 milicianos beduínos.
As autoridades instaladas na Síria após a queda de Bashar Al Assad enfrentaram vários problemas de segurança, alguns deles de natureza sectária, apesar das promessas do novo presidente de transição e ex-líder jihadista, Ahmed al Shara, de estabilizar a situação.
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