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MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Segurança Interna de Israel e líder do partido de extrema direita Casa Judaica, Itamar Ben Gvir, defendeu nesta segunda-feira que o governo israelense reconheça as Ilhas Malvinas como território argentino ocupado pelo Reino Unido, em retaliação à anunciada mudança diplomática do governo britânico em relação a Israel. Além disso, ele pediu que sejam impostas sanções a Londres.
“É hora de o Estado de Israel reconhecer publicamente que as Ilhas Malvinas são território argentino ocupado, que os britânicos roubaram violentamente do povo argentino”, postou Ben Gvir nas redes sociais.
O ministro denunciou que “os britânicos não se contentam em ocupar esse território, mas também realizam prospecções de petróleo e roubam o dinheiro do povo argentino”.
Por isso, ele insta o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a “reconhecer a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas e impor sanções ao Reino Unido enquanto a ocupação continuar”.
Ben Gvir se junta, assim, ao ministro das Finanças israelense e líder do partido de extrema direita Sionismo Religioso, Bezalel Smotrich, que pediu nesta segunda-feira a expulsão do embaixador britânico em Israel, David Quarrey.
“Expulsemos o embaixador britânico ainda esta noite! Não seremos o capacho de um governo antissemita de um país conquistado pelo islamismo radical que tenta se salvar da decadência econômica e social atacando os judeus e o Estado de Israel”, publicou Smotrich nas redes sociais.
O líder de extrema direita ressaltou que “o Mandato Britânico sobre a Terra de Israel chegou ao fim”, em referência ao período colonial britânico na Palestina anterior à proclamação do Estado de Israel em 1948.
A mídia britânica antecipou que o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, anunciará nesta terça-feira perante o Parlamento britânico um “recomeço” das relações com Israel e uma postura mais próxima da causa palestina, com apoio à solução de dois Estados, defesa dos direitos palestinos e respeito ao direito internacional.
Prevê-se que a mudança de rumo inclua também a proibição do comércio de mercadorias e de alguns serviços com os assentamentos israelenses instalados na Cisjordânia.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, manteve nesta segunda-feira conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com alguns líderes do Golfo Pérsico, como o Catar, para explicar-lhes a mudança de postura.
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