Europa Press/Contacto/Tomer Neuberg/Jna Press
MADRID 28 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, classificou como “grande erro” o acordo-quadro firmado com o Líbano e anunciou que exigirá formalmente do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a convocação urgente de uma votação no Conselho de Ministros para rejeitar o pacto.
“Sim, por enquanto permanecemos na maior parte do território, mas o Estado do Líbano não vai desarmar o Hezbollah”, advertiu o ultraconservador, que destacou a influência da milícia xiita nas instituições de Beirute, ressaltando que “há ministros do Hezbollah no governo libanês”.
Ben Gvir, que afirmou estar há semanas “lutando” contra esse acordo diplomático, insistiu que a via militar é a única garantia real de segurança para Israel. “Não se pode confiar que o Líbano retire as armas do Hezbollah. Somente os soldados das FDI (Forças de Defesa de Israel) destruirão o Hezbollah; ninguém mais fará isso por nós”, concluiu.
Essas declarações foram feitas pouco antes da ligação telefônica em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou seu homólogo libanês, Joseph Aoun, pelo acordo alcançado, assegurando-lhe que Washington “não poupará esforços” para salvaguardar a “soberania e independência” do Líbano.
Por sua vez, o presidente Aoun agradeceu o apoio da Casa Branca e afirmou que seu governo assumirá total responsabilidade pela implementação do acordo-quadro. No entanto, ele solicitou formalmente aos Estados Unidos que atuem como fiadores para “evitar violações do pacto” e instou Washington a “pressionar Israel para que conclua sua retirada dos territórios ocupados no sul”, permitindo assim o destacamento do exército libanês.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático