MNISTERIO DE SEGURIDAD INTERIOR DE ISRAEL
MADRID 30 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Segurança Interna e líder de extrema direita israelense, Itamar Ben Gvir, afirmou se sentir “feliz” por ter reduzido ao “mínimo do mínimo” as condições de detenção da população palestina encarcerada. O ministro afirmou que as prisões “não são um hotel” diante de um grupo de presas palestinas.
“Eu sou o responsável por isso. Quem fizer mal aos meus irmãos não viverá como em um hotel (...). Estou feliz por ter reduzido as condições ao mínimo do mínimo”, afirmou Ben Gvir durante uma visita à prisão de Damon, nos arredores de Haifa, no norte de Israel.
Na conversa, publicada em um vídeo pelo próprio Ben Gvir nas redes sociais, as mulheres — cujos rostos aparecem desfocados para evitar sua identificação — permanecem em fila diante de uma parede e denunciam que as condições são “muito ruins”, com invasões recorrentes nas celas, sem “chuveiros normais” nem água nas celas e sem qualquer tipo de atendimento médico.
“Não recebemos o tratamento especial de que precisamos como mulheres”, explica uma das detentas que afirma pertencer à Jihad Islâmica. “Precisamos de um banheiro individual. Temos coceira e irritações”, acrescentou ela.
“Não quero ajudar vocês. Não preciso ajudar vocês. Vocês sequestraram nossos filhos. Por que eu deveria ajudá-las? (...). A ideia de que as prisões de Israel são como um acampamento de verão acabou”, respondeu Ben Gvir, lembrando que os reféns israelenses mantidos em cativeiro pela Jihad Islâmica em Gaza “só podiam rezar para ter essas condições”.
Ben Gvir respondeu assim ao que chamou de “reclamações dos terroristas” sobre as condições carcerárias. “Nossos reféns não tinham condições. Continuarei aplicando uma política de mínimo!”, destacou o ministro no texto que acompanha o vídeo.
O governo israelense piorou as condições de detenção para a população palestina presa em Israel, a maioria acusada de crimes de terrorismo. Além disso, em março foi aprovada uma lei que prevê a aplicação da pena de morte por enforcamento e em segredo para crimes de terrorismo, mas apenas para palestinos, uma vez que exclui qualquer cidadão de Israel — uma norma que tem sido criticada por seu caráter discriminatório.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático