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BRUXELAS 23 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades judiciais da Bélgica emitiram um Mandado Europeu de Detenção e Entrega (MEDE) contra o ex-comissário europeu e atual deputado grego Dimitris Avramopoulos em relação ao esquema de corrupção conhecido como “Qatargate”, devido ao suposto pagamento de subornos por parte do Catar, Marrocos e Mauritânia para ganhar influência política e financeira na União Europeia.
Avramopoulos, que foi comissário de Assuntos Internos entre 2014 e 2019, é atualmente deputado do partido Nova Democracia; portanto, para que possa ser investigado na Bélgica, é necessário que o Parlamento grego suspenda primeiro sua imunidade.
Em um comunicado enviado à imprensa de seu país, o político conservador considera as acusações “completamente infundadas” e garantiu que ele próprio solicitará o levantamento de sua imunidade parlamentar para que as autoridades possam investigar o caso a fundo.
Segundo a imprensa grega, Avramopoulos já havia sido intimado no ano passado para prestar depoimento no âmbito do processo aberto na Bélgica em 2022, mas não compareceu; por isso, agora as autoridades judiciais exigem sua extradição.
Especificamente, ele é acusado de suposta participação em uma organização criminosa ligada à rede de corrupção e de ter recebido cerca de 73.000 euros por meio da ONG “Fight Impunity”, criada pelo ex-deputado europeu e líder da quadrilha, Antonio Panzeri, para canalizar pagamentos e benefícios irregulares.
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