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BRUXELAS 6 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro belga Bart de Wever esfriou na quinta-feira a opção de a União Europeia usar os ativos russos congelados na Europa, além dos lucros gerados por seu confisco, para fornecer assistência militar e de reconstrução à Ucrânia.
"Peço cautela no que diz respeito a esses ativos congelados. Às vezes, tenho a impressão de que nem todo mundo sabe realmente do que se trata, qual é a natureza desses fundos e quem é o proprietário final", disse De Wever ao chegar a uma cúpula extraordinária de chefes de Estado e de governo da UE-27, que buscará reforçar o apoio à Ucrânia na esteira da reaproximação dos EUA com a Rússia.
Em um momento em que mais estados-membros estão abertos à utilização pela UE dos ativos russos congelados na Europa, a maioria dos quais é mantida pela empresa de serviços financeiros Euroclear, sediada em Bruxelas, o primeiro-ministro belga alertou os países que pedem a apreensão para que estejam "muito conscientes" dos riscos econômicos e legais que a UE correria se tomasse essa medida.
"Também levarei as informações necessárias às capitais europeias e defenderei muita cautela", disse ele, observando que tal medida "pode abalar a ordem financeira global" e "não deve ser tomada levianamente".
De qualquer forma, De Wever optou por continuar usando os lucros extraordinários gerados por esses ativos imobilizados, ressaltando que "essa é uma galinha dos ovos de ouro". "Esses lucros inesperados vão para a Ucrânia. Enquanto isso continuar, acho que está tudo bem", disse ele.
Como resultado das sanções da UE, a Euroclear acumula pagamentos de cupons bloqueados e reembolsos devidos a entidades sancionadas, com um balanço que, no final de junho de 2024, totalizava 207 bilhões de euros, dos quais 173 bilhões de euros em ativos russos sancionados.
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