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BRUXELAS 2 out. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prevot, informou que convocou o embaixador de Israel no país, Idit Rosenzweig-Abu, para denunciar o ataque à Flotilha Global Sumud, que foi interceptada em águas internacionais pelas forças israelenses.
Em uma sessão parlamentar, o ministro das Relações Exteriores e o vice-primeiro-ministro confirmaram a ação diplomática para "obter explicações de Israel", depois de enfatizar que a intervenção contra a flotilha em águas internacionais "é objeto de séria controvérsia".
Prevot indicou que o embaixador já havia sido avisado de que o país "não aceitaria que nossos cidadãos fossem equiparados a terroristas".
Sobre a situação no local, ele explicou que todos os barcos da flotilha foram interceptados pelas forças israelenses e que sete cidadãos belgas a bordo das embarcações humanitárias estão sendo transferidos para o porto de Ashdod, depois de passarem por um centro de detenção, onde receberão assistência consular.
Diante do parlamento federal belga, o ministro negou a inação do governo na crise com Israel em relação à flotilha, ressaltando que a rede diplomática belga estava pronta e mobilizada desde o início para fornecer assistência consular "rápida e eficiente" aos cidadãos belgas e a um cidadão de Luxemburgo. "Nossas prioridades são a segurança e a saúde deles, bem como a possibilidade de um retorno rápido", disse ele.
PEDE O MÁXIMO DE CAUTELA EM FUTURAS FLOTILHAS
Sobre a iniciativa de outra flotilha, a Thousand Madleens, com belgas a bordo, que busca transportar ajuda humanitária para Gaza, o ministro das Relações Exteriores pediu "máxima prudência", assegurando que "é improvável que correr riscos sirva para suspender o inaceitável bloqueio humanitário imposto a Gaza".
Por isso, ele ressaltou que os canais diplomáticos, juntamente com as sanções contra Israel, devem permitir melhorias "mais eficazes" no acesso humanitário.
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