ALBERTO ORTEGA - EUROPA PRESS - ARCHIVO
MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -
A secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, denunciou que Israel invadiu “até a cozinha da Europa” ao “sequestrar” os integrantes da Frota Global Sumud e pediu ao governo que proteja o ativista espanhol detido, Saif Abukeshek, pois sua vida “está em perigo”.
“Hoje voltamos às ruas para exigir a libertação de Thiago Ávila e de Saif Abukeshek, os dois organizadores da frota que Israel sequestrou em águas internacionais”, afirmou Belarra neste sábado em uma manifestação em frente ao Ministério das Relações Exteriores, e exigiu que o Executivo “proteja imediatamente essas pessoas, especialmente o cidadão espanhol de origem palestina, cuja vida está em perigo”.
Nesse sentido, ela defendeu que a frota pretendia apenas “levar ajuda aos palestinos e palestinas que Israel vem tentando massacrar há mais de dois anos”, e questionou “o que mais precisa acontecer para que o Governo da Espanha rompa todas as relações com esses genocidas”.
Ativistas denunciaram neste sábado torturas contra os ativistas espanhol e brasileiro que estão sob custódia israelense e que foram transferidos para a prisão de Shikma, em Ashkelon, ao norte da Faixa de Gaza, após sua captura na última quarta-feira em águas próximas a Creta (Grécia).
“Segundo a Embaixada brasileira, Thiago de Ávila informou que foi torturado, espancado e maltratado. Responsáveis da Embaixada observaram marcas visíveis em seu rosto durante uma visita supervisionada, com um vidro de separação e sem poder se comunicar livremente”, explicou a Flotilha Global Sumud em um comunicado.
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, afirmou que Abukeshek desembarcará em Israel neste sábado de manhã, no porto de Ashdod, e que ao meio-dia receberá assistência consular do cônsul da Espanha em Tel Aviv (Israel).
Em entrevista concedida à Catalunya Ràdio e divulgada pela Europa Press neste sábado, o ministro indicou que o ativista de nacionalidade brasileira Thiago Ávila também chega neste sábado a Israel, onde receberá assistência consular por parte dos diplomatas brasileiros.
O ministro das Relações Exteriores garantiu que não pode confirmar se houve tortura por parte de Israel, pois ainda não foi estabelecido contato com o ativista, embora tenha informado que nesta sexta-feira a cônsul espanhola em Creta (Grécia) teve que se deslocar ao hospital porque vários ativistas precisaram de assistência médica.
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