Eduardo Parra - Europa Press
A tendência contrasta com a situação na Andaluzia e na CyL, enquanto a Sumar ainda não decidiu o que fará nessas eleições.
MADRID, 28 out. (EUROPA PRESS) -
A secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, manifestou seu apoio à revalidação da aliança com a IU, sob a marca Unidas por Extremadura, em vista das eleições antecipadas nessa comunidade, marcadas para 21 de dezembro.
Em uma conferência de imprensa no Congresso, ela enfatizou que a decisão sobre como seu partido será dirigido será tomada pelos membros registrados por meio de consulta, como é "a marca registrada da casa", mas deu seu apoio à deputada regional e líder 'roxa', Irene de Miguel, como candidata e proclamou que o Unidos por Extremadura é a melhor alternativa à esquerda.
"Minha opinião é que a candidatura de Irene de Miguel e Unidas por Extremadura é a que pode gerar um projeto de transformação como o que eles vêm trabalhando há quase oito anos na Extremadura, o que pode realmente enfrentar o PP e um PSOE que já mostrou que não é capaz de vencer a direita".
Dessa forma, a Extremadura poderia se tornar uma exceção à tendência da Andaluzia e de Castilla León, onde as opções de coalizão entre o Podemos e a IU são agora quase nulas. Por exemplo, o partido liderado por Antonio Maíllo já fez alianças com o Sumar nas duas últimas regiões autônomas, embora eles estejam segurando a mão do Podemos, enquanto a liderança do partido reluta em repetir as coalizões.
Belarra enfatizou que a Extremadura poderia ser o primeiro passo "em nível regional" para que a "esquerda se reerga" após as eleições antecipadas decididas pela presidente da Extremadura, María Guardiola, em vista da impossibilidade de avançar com novos orçamentos regionais para 2026.
GUARDIOLA É UM "PEÃO" E O PSOE É "DEVASTADO" PELA CORRUPÇÃO
O líder do Podemos criticou Guardiola por "agir" como um "peão" a serviço da estratégia eleitoral estadual do presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo.
Ele também afirmou que Unidas por Extremadura é a opção da esquerda diante de um governo central que "ignora os problemas do povo", como no caso da habitação, e que gasta recursos públicos em "armas e tanques em vez de políticas sociais". Além disso, ele disse que, nessa região, o PSOE está "assolado pela corrupção".
SUMAR, ESPERANDO PARA TOMAR UMA DECISÃO
Por parte do Sumar, sua porta-voz parlamentar no Congresso, Verónica Barbero, não comentou se o partido participará das eleições e, em caso afirmativo, como o fará, enfatizando que essa é uma decisão que cabe aos órgãos de direção do partido.
A deputada do Más Madrid, Tesh Sidi, denunciou o fato de que o PP "ambiciona mais o poder do que administrar e resolver a vida das pessoas" e vê nesse avanço uma oportunidade de "encobrir" a gestão dos três "cavaleiros do Apocalipse" do PP, como ela se referiu aos presidentes de Aragão, Andaluzia e Comunidade Valenciana.
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