Europa Press/Contacto/Marwan Naamani
MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo libanês criticou nesta sexta-feira a posição do partido-milícia xiita Hezbollah, que se opõe ao acordo firmado com Israel para a cessação das hostilidades, um pacto que, de qualquer forma, não garante a retirada total do Exército israelense do sul do país, ressaltando que o grupo não é autônomo e que, em última instância, é o Irã quem “decide por eles”.
“Depois que a chamada ‘resistência’ se envolveu nas guerras para apoiar Gaza e o Irã, o que só trouxe ocupação, destruição e mortes, o Estado não teve outra opção a não ser as negociações como único caminho para salvar o Líbano e interromper os combates”, afirmou o ministro das Relações Exteriores libanês, Yussef Raggi, em um encontro com diplomatas francófonos, conforme noticiado pela agência NNA.
Nesse contexto, ele criticou o fato de o Hezbollah buscar “levar a guerra ao fim”, “apesar das consequências desastrosas para o Líbano”, ressaltando que isso apenas beneficia a posição do Irã.
“Ele continua mergulhado na negação e não tem controle sobre suas próprias decisões, já que Teerã decide por ele e determina suas opções políticas e militares”, denunciou o ministro das Relações Exteriores do Líbano, que lembrou que, de qualquer forma, o acordo não é definitivo e que agora há uma série de pontos que “devem ser abordados e negociados”.
De qualquer forma, Raggi defendeu que o acordo estabelece a “independência” das decisões do Líbano e separa o processo das negociações e do acordo de Islamabad, relativo às hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã. Ao mesmo tempo, ele enfatizou que esse pacto deixa claro que o Líbano “negocia em seu próprio nome e ninguém negocia em seu nome”.
“Recusamos categoricamente que alguém negocie em nosso nome e que façamos parte de um processo que nos seja imposto do exterior”, enfatizou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático