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MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, criticou neste sábado a política de “terra queimada” das Forças Armadas israelenses em suas operações em solo libanês, uma atitude “perigosa e sem precedentes”.
Por isso, ele defendeu a necessidade de um cessar-fogo imediato, argumentando que esses ataques e sua “destruição total de cidades e vilarejos”, além dos deslocamentos em massa, não trarão paz para Israel.
Salam alertou que, sob o pretexto de combater o partido-milícia xiita Hezbollah, Israel “tenta erradicar a memória do Líbano e apagar a história de seu povo”.
Assim, ele garantiu que seu governo fará todo o possível para conseguir um cessar-fogo, a retirada de Israel do sul do Líbano e o retorno dos deslocados às suas casas.
Ele defende, assim, a negociação com Israel, muito criticada pelo Hezbollah, pois representa “o caminho menos oneroso” para o Líbano. Isso não significa uma rendição, ressaltou, mas também não há garantias de que vá gerar resultados. Ambas as partes se reunirão na próxima terça-feira em Washington.
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