Publicado 05/07/2026 21:44

Bebê palestino de quatro meses morre após ser retido em um posto de controle militar israelense

Israel mata um adolescente palestino e fere outros dois menores no campo de refugiados de Qalandia

Archivo - Arquivo - Militares israelenses em Hebron, na Cisjordânia
Mamoun Wazwaz/APA Images via ZUM / DPA - Arquivo

MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -

Um bebê palestino de quatro meses faleceu neste domingo, depois que o Exército de Israel impediu sua passagem para chegar a um hospital em um posto de controle militar localizado na entrada da localidade de Deir Ammar, perto da cidade de Ramala, na Cisjordânia.

“Os médicos confirmaram o falecimento do bebê Ahmed Maruf Zaid, depois que as forças de ocupação impediram seu transporte para o hospital por mais de uma hora no posto de controle militar na entrada de Deir Ammar”, lamentou a governadora de Ramala, Laila Ganam, em uma mensagem nas redes sociais.

O bebê, que segundo Ganam “não tinha mais de quatro meses”, estava sendo transportado em “estado crítico” para um hospital quando os soldados “impediram que seus familiares passassem” pelo posto de controle, “ignorando” a situação em que a criança se encontrava. Tudo isso, acrescentou a governadora, “enquanto lançavam gás lacrimogêneo contra os moradores e veículos, privando-o assim de seu direito de receber tratamento a tempo”.

Por fim, conforme precisou a agência de notícias palestina Wafa, o bebê foi levado ao Hospital Árabe Especializado, onde foi confirmada sua morte.

Conforme lamentou a autoridade da Cisjordânia, o que aconteceu com essa criança “é uma vergonha para a humanidade” e “se insere no âmbito da política terrorista que a ocupação aplica por meio de controles militares, postos de controle e bloqueios” com o objetivo, argumentou ela, de “impedir a circulação de cidadãos, doentes e ambulâncias”.

Essa situação, acrescentou Ganam, representa uma “violação dos direitos mais elementares”, como “o direito à vida, à liberdade de movimento e à circulação”.

“O fato de se atacar os filhos do nosso povo e nossas crianças, seja por meio de agressões de bandos de colonos, de assassinatos diretos a sangue frio ou privando-as de tratamento médico e deixando-as à mercê da morte nos postos de controle, revela a verdadeira face dessa ocupação, que não hesita em atacar a infância”, criticou a governadora, que, em seguida, condenou o fato de “esse mundo injusto” permanecer “indiferente ao sofrimento” do povo palestino.

Por outro lado, vale ressaltar que neste mesmo domingo, o Ministério da Saúde da Palestina também informou sobre o assassinato de um adolescente de 16 anos chamado Walid Nidal Walid Abu Sneineh, pelas mãos do Exército israelense no campo de refugiados da localidade de Qalandia, na Cisjordânia, situada nos arredores de Jerusalém.

No contexto desses ataques a tiros, dois menores também ficaram feridos; segundo a Wafa, eles sofreram lesões nas extremidades inferiores do corpo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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