David Zorrakino - Europa Press
BARCELONA, 20 abr. (EUROPA PRESS) -
A quinta vice-prefeita da Prefeitura de Barcelona, Raquel Gil, explicou que a capital catalã terá nesta quinta-feira um total de 6.282 pontos de venda de livros e rosas por ocasião da Diada de Sant Jordi, um aumento de 2% em relação a 2025.
Ela fez essa declaração em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, ao lado da diretora-geral de Comércio da Generalitat, Marta Angerri; do presidente do Conselho de Corporações e da Corporação de Floristas, Joan Guillén; do presidente da Corporação de Livreiros, Èric del Arco; do presidente da Corporação de Vendedores de Rosas, Jaume Bertran; e do comandante da Polícia Municipal de Barcelona, Diego Calero.
Gil destacou a “força” do comércio local da cidade e lembrou que Sant Jordi é uma festa popular na qual entidades sem fins lucrativos saem às ruas para arrecadar fundos para suas iniciativas.
Além disso, ele ressaltou o compromisso da prefeitura na luta contra a concorrência desleal, em referência à venda de rosas, e destacou o trabalho das associações, que conferem “raízes” à festa.
Por sua vez, Angerri destacou o papel das associações profissionais na celebração e garantiu que Sant Jordi mostra a Catalunha ao mundo.
DISPOSITIVO DA POLÍCIA MUNICIPAL
Em sua intervenção, Calero detalhou as novidades no dispositivo de segurança para o dia, destacando que serão destinadas entre 3 e 4 patrulhas para combater a invasão de profissionais não autorizados na venda de rosas.
Ele explicou que as multas aplicáveis às pessoas que descumprirem essa regulamentação podem chegar a 300 euros, ficando em 180 euros com o desconto por pagamento imediato.
Acrescentou que o número de agentes durante o Sant Jordi chega a 227: “A isso é preciso somar outros 207 auxiliares, totalizando 434 pessoas dedicadas à segurança”.
Por fim, indicou que a parada do Aerobús será transferida da Praça Catalunya para a Praça Universidade, a fim de facilitar o tráfego e a mobilidade a pé.
As ruas abertas ao tráfego serão Gran Via, Aragó e Valencia, por um lado, e Balmes e Pau Claris, por outro, “deixando em aberto a possibilidade de fazer desvios” nos cruzamentos, dependendo do acúmulo de tráfego.
FLORISTAS
Guillén reivindicou uma mudança de modelo para evitar a intrusão: “Prevê-se um faturamento de 25 milhões de euros, dos quais 15 milhões vão para fora do setor”, e criticou o fato de que na região de Maresme, referência na produção de flores, muitos profissionais foram perdidos.
“Tem que haver um ponto de inflexão e, para nós, este ano é esse momento. A Diada de Sant Jordi deve ser popular, mas não populista. Por isso, pedimos uma mudança no sistema de atribuição de pontos de venda e a redução do número”, afirmou.
ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS
Del Arco valorizou o trabalho prévio à jornada realizado por seu setor e mostrou-se orgulhoso de pertencer à corporação.
Ele acrescentou que a Catalunha é a capital da celebração de Sant Jordi: “Não é apenas uma cidade, é um território inteiro que se dedica a celebrá-la e que, além disso, é uma festa integradora”.
Por fim, Bertran destacou que Barcelona será a Capital Europeia do Comércio Local e que pretendem incluir as padarias nessa comemoração, ao mesmo tempo em que previu boas vendas de pães de Sant Jordi na capital catalã, já que a data cai numa quinta-feira.
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