OVIEDO 25 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo asturiano, o socialista Adrián Barbón, disse na segunda-feira que sua intenção é trabalhar com as comunidades autônomas vizinhas (Galícia, Castela e Leão e Cantábria) para garantir uma resposta "muito mais rápida e eficaz" aos incêndios florestais.
Barbón, falando em uma coletiva de imprensa após o Conselho do Governo, disse que esse trabalho é necessário, uma vez que está ficando claro que os incêndios podem se deslocar de uma comunidade para outra. Daí a necessidade de "curto-circuitar" essa situação.
"Convidaremos os governos regionais vizinhos para trabalharem juntos e ver como podemos coordenar essa resposta para que possamos resolver esse problema entre as quatro comunidades do noroeste", explicou.
Barbón também disse que é necessário reforçar a prevenção diante de um novo tipo de incêndio. Ele anunciou que o governo asturiano planeja promover uma cúpula ou congresso internacional, a ser realizado no Principado, com o objetivo de analisar as boas práticas e os melhores modelos de prevenção e combate a incêndios. O objetivo, disse ele, é fortalecer o sistema, mas também aprender com a experiência internacional de outros países.
FUNDO DOS CONSELHOS MUNICIPAIS
Barbón lembrou que, após a onda de incêndios nas Astúrias em 2023, já se chegou a conclusões, uma delas referente à disponibilização de um fundo plurianual de 18 milhões de euros aos conselhos locais para infraestruturas rurais e defesa contra esse tipo de evento.
Assim, o líder asturiano se referiu a um acordo do Conselho de Governo de dezembro de 2023 que deu sinal verde para a assinatura de vários acordos de colaboração com 74 conselhos municipais para a melhoria das infraestruturas e prevenção de incêndios. Os acordos seriam válidos por quatro anos, mobilizariam o investimento de 18 milhões e permitiriam que os municípios planejassem ações apropriadas até 2026.
A intenção de Barbón é "reforçar" esse fundo e destinar o dinheiro especificamente para a proteção do meio ambiente das cidades que poderiam ser afetadas. "Queremos que ele seja incluído nos orçamentos para 2026", disse ele.
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