Juan Vega - Europa Press - Arquivo
OVIEDO 17 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo asturiano, o socialista Adrián Barbón, defendeu sua participação nesta sexta-feira na manifestação planejada para a tarde em Oviedo para exigir a abolição do pedágio de Huerna, na AP-66, um pagamento que o líder asturiano considera "injusto" e "ilegal" após a opinião "muito dura" da Comissão Europeia.
Embora o governo central não tenha planos de abolir o pedágio, Barbón escreveu em uma mensagem em sua rede social Facebook, relatada pela Europa Press, que a decisão "muda tudo" e abre caminho para que o Tribunal de Justiça da UE decida a favor das Astúrias.
"Se eu não a cumprisse, se não defendesse os interesses das Astúrias, estaria traindo a confiança da maioria das centenas de milhares de asturianos que votaram no PSOE nas eleições regionais e me apoiaram como presidente", disse Barbón.
"Hoje participarei da manifestação acompanhado pelo Governo das Astúrias, percorrerei o caminho com eles e ouvirei a leitura do manifesto. Dessa forma, estou cumprindo minha obrigação, a de ser presidente das Astúrias", garantiu, lembrando sua participação em "centenas de manifestações", como as que protestaram contra os cortes no final da década de 1990 ou as manifestações nas bacias de mineração.
Ele explicou que a posição do governo sobre essa questão responde à necessidade de dar voz às demandas do povo, enfrentando uma resposta social, política, administrativa e legal para acabar com o pedágio.
O presidente do governo asturiano destacou, em todo caso, que não esqueceu "a origem do problema nem quem foi o responsável" pela prorrogação do pedágio, e exigiu que "peçam desculpas por tal ultraje", em referência ao PP.
"Não são histórias, são contas: os milhões de euros que nós, asturianos, tivemos que pagar desde 2021 por decisão daqueles que estenderam injusta e ilegalmente esse pedágio", concluiu Barbón em sua mensagem.
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