OVIEDO 8 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Principado, Adrián Barbón, destacou, por ocasião do Dia das Astúrias, a importância da comunidade autônoma nos últimos 45 anos e fez um apelo para que os principais desafios das Astúrias sejam enfrentados por meio do diálogo, entre eles o acesso à moradia, a eliminação do pedágio de Huerna, a atenção às áreas rurais e um modelo de financiamento que atenda às necessidades da comunidade.
Em sua mensagem institucional por ocasião do dia 8 de setembro, que este ano foi gravada em Cangas de Onís, Barbón defendeu que as Astúrias “souberam se reinventar” apesar da reconversão industrial e das sucessivas crises, e destacou que grande parte das características que definem a comunidade, como a proteção do meio ambiente, os hospitais regionais, o desenvolvimento turístico e a rede educacional, não seriam compreensíveis sem o autogoverno.
O presidente destacou que, em dezembro deste ano, completam-se 45 anos da aprovação do Estatuto de Autonomia e defendeu que a comemoração deve servir como “estímulo” para enfrentar o futuro por meio da ampliação da autonomia. Nesse sentido, ele considerou que esse objetivo deve unir aqueles que compartilham o modelo de Estado consagrado na Constituição.
Barbón também reivindicou um período político baseado na compreensão e alertou que “nem a polarização nem a proximidade eleitoral” devem impedir a obtenção de acordos acima de afinidades e partidarismos. Entre as prioridades, destacou a habitação, diante dos preços e aluguéis que, segundo indicou, dificultam a independência de milhares de jovens.
Sobre essa questão, ele garantiu que o Principado não deixará de tomar a iniciativa e aplicar “todas as medidas legais” ao seu alcance para garantir o direito à moradia, ao mesmo tempo em que reivindicou o envolvimento de todas as administrações, dos poderes públicos e da iniciativa privada.
No que diz respeito aos serviços públicos, o presidente destacou que, nos próximos dias, terá início o ano letivo na universidade pública asturiana com matrículas gratuitas para todos os cursos e relacionou essa medida à implantação das creches, que definiu como a única rede autônoma e pública de creches do país.
Ele também colocou entre as prioridades a melhoria das instalações de saúde, com projetos como o do Nuevo Cabueñes, e a redução das listas de espera. Barbón expressou sua confiança de que o diálogo e a vontade de chegar a um acordo permitam evitar que os protestos trabalhistas na área da saúde provoquem um aumento nos atrasos.
O presidente também destacou as oportunidades relacionadas à inovação e à indústria. Nesse contexto, destacou a iniciativa de construir um campus tecnológico em Salas e o projeto previsto em Langreo para fortalecer o setor de defesa, que considerou relevante tanto para a bacia do Nalón quanto para o conjunto das Astúrias.
Barbón destacou também a evolução do mercado de trabalho, com menos de 50.000 pessoas desempregadas e mais de 400.000 empregadas, e mencionou o crescimento demográfico, embora tenha alertado que esses dados não devem levar ao “conformismo” nem à “inércia”.
A mensagem institucional incluiu uma reivindicação da identidade asturiana, que, segundo ele, é expressa pelo asturiano e pelo eonaviego, bem como um reconhecimento à emigração asturiana. Barbón relembrou sua recente viagem ao México e anunciou que participará, nas próximas semanas, em Buenos Aires, do primeiro congresso sobre a identidade asturiana a ser realizado fora das Astúrias.
As comemorações do Dia das Astúrias acontecem este ano em San Tirso, Vegadeo e Castropol, na ria do Eo, após a gravação da mensagem em Cangas de Onís, primeira capital do reino e local onde também foi inaugurado o Conselho Regional das Astúrias.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático