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MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -
O Banco Central da Síria saudou a retirada das sanções econômicas contra a organização bancária pelos Estados Unidos, depois que os EUA emitiram uma licença na sexta-feira retirando a maioria das sanções, incluindo aquelas que afetam o banco sírio.
"Apreciamos a decisão do Tesouro dos EUA de aliviar parcialmente as principais restrições, incluindo aquelas que afetam diretamente o banco central", disse o operador bancário sírio em um comunicado divulgado pela agência de notícias síria SANA.
Segundo ele, a medida facilitará o acesso ao financiamento internacional, melhorará o comércio exterior e as transações humanitárias e ajudará o país a alcançar uma maior integração global.
Por outro lado, o Banco Central pediu uma "reavaliação" de todas as restrições, enfatizando que o setor financeiro precisa garantir a estabilidade monetária e o desenvolvimento econômico, o que só pode ser feito "sem restrições".
"Estamos confiantes de que (a remoção das sanções) permitirá um ambiente econômico mais estável e estabelecerá as bases para a reconstrução nacional", acrescentou.
Além da remoção das sanções, o governo dos EUA emitiu uma renúncia à chamada "Lei César", um sistema de sanções imposto em 2020 ao regime de Al Assad, pelo qual os EUA têm o poder de sancionar todos aqueles que cooperam com Damasco, por um período de 180 dias.
Da mesma forma, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente interino da Síria, Ahmed al Shara, tiveram sua primeira reunião em 14 de maio na Arábia Saudita, apenas um dia após o anúncio da retirada das sanções, uma reunião na qual defenderam a normalização das relações entre os dois países.
O novo governo sírio, liderado por Ahmed al Shara, assumiu o poder no país em dezembro de 2024, após uma guerra civil que se arrastava desde 2011 e conseguiu depor o regime da família Al Assad, que governava desde 1971, primeiro sob o comando de Hafez al Assad (1971-2000) e depois sob o comando de seu filho, Bashar al Assad.
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