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MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Peru, José María Balcázar, minimizou as acusações formuladas contra o ministro da Energia e Minas do país, Ángelo Alfaro, e descartou nesta sexta-feira sua saída do cargo, apesar da denúncia por suposto estupro, decorrente de um relacionamento que o ministro teria mantido com uma menor de 16 anos quando ele tinha 47, bem como de supostos episódios de violência física e psicológica.
O presidente explicou em entrevista concedida ao jornal peruano “El Comercio” que manteve conversas com Alfaro, quem defendeu que se trata de “um caso muito antigo”, garantindo que mantém respeito pela ex-parceira, com quem conviveu e teve um filho.
Na mesma linha, Balcázar revelou que o ministro da Energia lhe transmitiu sua surpresa, cogitando a existência de um possível motivo político por trás do ressurgimento do caso. “Na verdade, ele ficou surpreso que alguém de repente esteja atrás dela para prejudicá-la politicamente, já que agora ele é ministro, mas ele não guarda nenhum tipo de ressentimento”, relatou.
A esse respeito, o presidente peruano opinou que se trata de “um assunto familiar de muitos anos atrás”, quando eram casal, e defendeu que Alfaro “pode atestar que não houve nenhum tipo de desentendimento”. “Essas questões familiares também não devem ser ampliadas”, acrescentou, evitando se pronunciar quando questionado sobre a polêmica que suscita um relacionamento entre um adulto de 47 anos e uma adolescente de 16.
“Não sei. A única coisa que sei é pelo que apareceu nas redes sociais (...). Bem, ele se defenderá. Ele explicará o caso. Eu não sei muito sobre o assunto. A única coisa que sei é que ela foi sua parceira e que tiveram um filho. É isso que sei”, concluiu.
Diante disso, o presidente negou que vá destituir Alfaro do cargo por causa desse escândalo, embora tenha matizado que “é claro” que o destituirá do cargo caso haja uma sentença. “Mas se não houver sentença, temos que avaliar bem”, enfatizou.
A polêmica em torno da figura de Ángelo Alfaro surge em um momento de grande instabilidade no seio do Executivo peruano, marcado pela posse, nesta terça-feira, do até então ministro da Defesa do Peru, Luis Arroyo, como novo presidente do Conselho de Ministros, pouco depois de sua antecessora, Denisse Miralles, ter apresentado sua renúncia, apenas um dia antes da data prevista para que o gabinete interino se dirija ao Congresso para solicitar seu voto de confiança.
Arroyo deixou o Ministério da Defesa, que será liderado a partir de agora por Carlos Díaz Dañino, general de brigada do Exército. Nos últimos dias, ocorreram também mudanças nas pastas de Mulheres e Populações Vulneráveis (Edith Pariona substitui Hary Yzarra), Economia (Rodolfo Acuña substitui Gerardo López), Interior (José Zapata no lugar de Hugo Begazo) e Educação (María Esther Cuadros substitui Erfurt Castillo), enquanto os demais ministros mantêm seus cargos.
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