Ameer Al Mohmmedaw/dpa - Arquivo
MADRI, 27 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Iraque afirmaram nesta quinta-feira que as tropas da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos já iniciaram sua retirada coordenada das bases militares no país e ressaltaram que se espera que o processo seja concluído até 30 de setembro, no máximo.
O porta-voz das Forças Armadas iraquianas, Sabá al Numan, indicou em entrevista coletiva que essas tropas “estão se retirando de suas bases de forma gradual”. “O processo continuará até 30 de setembro, data designada como Dia da Soberania do Iraque”, afirmou.
Assim, ele apontou para “uma aceleração tangível” desse processo de retirada e destacou que as Forças Armadas iraquianas já demonstraram sua “capacidade excepcional” na hora de proteger a segurança do país, conforme noticiado pela emissora de televisão iraquiana Al Sumaria.
Al Numan ressaltou ainda o compromisso de Bagdá em alcançar o monopólio das armas por meio do desarmamento das facções integradas às Forças de Mobilização Popular (FMP), um processo para o qual “não há volta atrás”. “As armas que protegeram e libertaram o território ficarão sob o controle do Estado”, afirmou ele.
As declarações do porta-voz das Forças Armadas do Iraque ocorreram dias depois que o assessor de segurança nacional do primeiro-ministro, Qasim al Araji, revelasse a data de 30 de setembro como o fim da missão da Coalizão Global contra o Estado Islâmico e o início da campanha do governo para assumir o controle de todas as armas que circulam no país.
Al Araji afirmou, em entrevista à emissora de televisão Al Iraqiya, que “a batalha contra o Estado Islâmico chegou ao fim do ponto de vista militar”, embora tenha reconhecido que “ainda restam alguns focos terroristas”. “Todos concordam que todas as armas devem estar sob controle do Estado”, destacou ele sobre o processo de desarmamento das FMP, compostas por milícias pró-iranianas e que atuaram como ponta de lança contra o grupo jihadista.
“As facções (que compõem as FMP) não são inimigas do Estado, mas fazem parte dele”, disse Al Araji, referindo-se ao fato de que esses grupos estão agora sob as ordens do Ministério do Interior. “As armas das facções se tornarão uma fonte de força para o Estado e não serão entregues a nenhuma entidade externa”, acrescentou.
Algumas milícias pró-iranianas do Iraque têm trocado golpes repetidos com as forças americanas desde o início da ofensiva contra o Irã, lançada de surpresa por Washington em conjunto com Israel em 28 de fevereiro, em meio a denúncias de Bagdá sobre os bombardeios contra esses grupos, que fazem parte das forças de segurança.
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