Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -
A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou que não se candidatará às eleições do final do ano, pondo fim às especulações que vêm ocorrendo há vários meses sobre uma hipotética terceira candidatura presidencial.
Bachelet, presidente do Chile por dois mandatos não consecutivos (2006-2010 e 2014-2018), argumentou que "a boa política exige renovação" e se descartou como porta-estandarte da esquerda política.
"Tenho a convicção (...) de que agora devem ser outros a assumir o desafio presidencial", disse ela em uma nota publicada por sua fundação, Horizonte Ciudadano, na qual enfatizou que na esfera política que ela representa "há pessoas muito valiosas e qualificadas" para esses "tempos difíceis".
Bachelet advertiu que "a tarefa do progressismo é a unidade" e, sem citar nomes, conclamou todos os cidadãos a "participar ativamente" do futuro processo eleitoral, enquanto aguarda para ver como a esquerda poderá se configurar nos próximos meses.
"Continuarei a trabalhar pelo nosso país e apoiarei com entusiasmo quem quer que seja finalmente eleito para representar nosso setor nas eleições de novembro", disse a ex-secretária-geral da ONU Mulheres e alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.
A Constituição chilena estabelece um mandato único e improrrogável de cinco anos, o que significa que o atual chefe de Estado, Gabriel Boric, também não poderá se candidatar desta vez. Entretanto, como Bachelet e Sebastián Piñera fizeram no passado recente do Chile, nada impede que um ex-presidente retorne após cinco anos.
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