Publicado 30/04/2025 08:04

Aznar pede que a UE aja contra a "regressão democrática" na Espanha e ataca Sánchez por não dar explicações após o apagão

O ex-primeiro-ministro José María Aznar cumprimenta o presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, em sua chegada ao Congresso do EPP, que está sendo realizado atualmente em Valência.
NACHO FUERTES - EUROPA PRESS

VALÊNCIA 30 abr. (EUROPA PRESS) -

O ex-primeiro-ministro José María Aznar pediu nesta quarta-feira à Comissão Europeia que garanta o cumprimento dos Tratados Europeus diante da "regressão democrática" que, em sua opinião, está ocorrendo em países como a Espanha com o governo do PSOE e Sumar. Além disso, ele criticou duramente o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, por não ter dado explicações após o grande apagão que afetou a península.

Hoje, na Espanha, há um governo agonizante que soma a incompetência ao sectarismo", disse Aznar em seu discurso no XXVIII Congresso do Partido Popular Europeu (PPE), realizado na Feira de Valência, onde expressou seu apoio ao líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, e a Dolors Montserrat, que foi eleita a nova secretária-geral dos "populares" europeus.

Dois dias após o apagão maciço, o ex-primeiro-ministro disse que o país "acabou de sofrer o colapso total de seu sistema de energia" e, 48 horas depois, o governo ainda não deu uma explicação sobre o motivo desse colapso".

Da mesma forma, Aznar indicou que a Espanha "está sofrendo uma crise migratória estrutural nas Ilhas Canárias"; tem um governo que não apresenta o Orçamento Geral do Estado (PGE) porque "não tem maioria para aprová-lo"; e, em meio à "agressão da Rússia contra a Ucrânia", tem no coração de seu Executivo "a extrema esquerda que apoia Putin" e que "quer acabar com a OTAN".

"E é um governo assolado pela corrupção em sua cabeça, que está degradando o Estado de Direito, que quebra a independência dos juízes e que declarou pela boca de seu presidente estar disposto a governar sem o Parlamento, que é exatamente o que está fazendo", disse ele, acrescentando que, nesse cenário, os espanhóis estão "esperando" pela alternativa de Alberto Núñez Feijóo.

SOLICITAÇÃO EXPRESSA À COMISSÃO EUROPÉIA

Nesse contexto, Aznar pediu à Comissão Europeia que "reforce sua ação como guardiã dos Tratados", com "ações decisivas para garantir o respeito à integridade do Estado de Direito em todos os Estados Membros onde o Estado de Direito é seriamente ameaçado ou diretamente infringido".

A Comissão Europeia precisa "identificar e agir de forma decisiva para evitar o retrocesso democrático onde ele estiver ocorrendo", alertando que "o retrocesso não está ocorrendo apenas na Europa".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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