Publicado 12/07/2026 02:39

Aznar defende “a postura de firmeza” de seu governo diante da “chantagem” da ETA com Miguel Ángel Blanco

“Seu vil assassinato provocou em toda a Espanha uma reação sem precedentes”, afirma o ex-presidente, 29 anos após aqueles trágicos acontecimentos

Archivo - Arquivo - O ex-presidente do Governo José María Aznar durante o primeiro dia do VII Fórum Internacional Expansión, no Parador de Alcalá de Henares, em 19 de maio de 2025, em Alcalá de Henares, Madri (Espanha). O fórum, organizado pelo jornal Eco
Alejandro Martínez Vélez - Europa Press - Arquivo

MADRID, 12 jul. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente do Governo, José María Aznar, afirmou que a ETA “usou a vida” de Miguel Ángel Blanco “como moeda de troca para chantagear” seu Executivo e toda a sociedade, e destacou a “firmeza” com que se agiu, sem ceder às exigências do grupo terrorista.

“A postura firme do governo não encontrou resposta”, declarou Aznar à Europa Press, por ocasião do 29º aniversário do “vil assassinato” do vereador do PP em Ermua, que ele vivenciou em primeira mão, pois estava há pouco mais de um ano à frente do governo da Espanha.

Miguel Ángel Blanco foi sequestrado em 10 de julho de 1997 por três membros da ETA, que exigiram, para sua libertação, a transferência dos presos do grupo terrorista para prisões mais próximas. Ele foi baleado dois dias depois em uma trilha florestal perto da cidade de Lasarte (Guipúzcoa) e morreu horas depois, em 13 de julho.

“A ETA PROCUROU VINGAR, COM ESSA MORTE, A LIBERTAÇÃO DE ORTEGA LARA”

Aznar afirmou que “o reconhecimento a todas as vítimas” do terrorismo “não diminui a singularidade de Miguel Ángel”. “Seu vil assassinato provocou em toda a Espanha uma reação sem precedentes”, enfatizou o ex-presidente.

O ex-chefe do Executivo considera que “a ETA buscou vingar com essa morte a libertação” do agente penitenciário José Antonio Ortega Lara, que foi sequestrado em 17 de janeiro de 1996 na garagem de sua casa em Burgos, ao voltar do trabalho no centro penitenciário de Logroño, e passou 532 dias em cativeiro, até que, em 1º de julho de 1997, a Guarda Civil o localizou em um esconderijo no município basco de Mondragón.

“A ETA sofreu o golpe e reagiu intensificando sua crueldade habitual. Não hesitou em usar a vida de Miguel Ángel como moeda de troca para chantagear o governo e toda a sociedade”, afirmou o ex-presidente.

Além disso, ele destacou a reação da sociedade diante desse sequestro e assassinato, em alusão àquelas “mãos brancas” que se espalharam pela Espanha ao grito de “Chega já!”, pedindo a libertação de Miguel Ángel Blanco e que se tornaram um símbolo de rejeição ao grupo terrorista, um movimento que mais tarde foi batizado de “o Espírito de Ermua”.

“A reação de sua família, do povo de Ermua e de toda a Espanha marcou um marco para que a luta antiterrorista seguisse novos caminhos”, afirmou o ex-presidente do Governo à Europa Press.

“NUNCA ESQUECEREI A ATITUDE EXEMPLAR DE SUA FAMÍLIA NAQUELES DIAS”

Diante das exigências da ETA na época, que pedia a transferência de seus presos para o País Basco em troca da libertação do vereador de Ermua, Aznar reiterou mais uma vez a rejeição de seu Executivo à “chantagem” da organização terrorista.

“A postura firme do governo não encontrou resposta. Nunca esquecerei a atitude exemplar da família de Miguel Ángel naqueles dias”, concluiu o ex-presidente do Governo, relembrando aquelas 48 horas que mantiveram milhões de espanhóis em suspense.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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