Publicado 24/04/2026 08:41

Azcón responde a Sánchez: Não pode rejeitar a prioridade nacional quando privilegia a Catalunha com o financiamento

Ele confia em aprovar “quatro orçamentos” e critica o presidente do Governo por não ter apresentado nenhum e por se agarrar ao poder para permanecer na Moncloa

O presidente interino de Aragão, Jorge Azcón, durante a cerimônia institucional em homenagem a São Jorge, o Dia de Aragão, no Palácio da Aljafería, em 23 de abril de 2026, em Saragoça, Aragão (Espanha).
Ramón Comet - Europa Press

MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Governo de Aragão, Jorge Azcón, tentou desacreditar nesta sexta-feira as críticas de Pedro Sánchez contra a “prioridade nacional” que o PP e o Vox incluíram nos acordos assinados na Extremadura e em Aragão, já que considera que é o socialista quem concede privilégios aos independentistas catalães com o financiamento autônomo, estabelecendo assim espanhóis de primeira e de segunda classe.

Foi o que sustentou Azcón em uma entrevista à 'Tele 5', divulgada pela Europa Press, na qual criticou que Sánchez "comece a falar de espanhóis de primeira e espanhóis de segunda", quando é ele quem "está concedendo um sistema de financiamento privilegiado aos independentistas" para que "tenham mais recursos econômicos".

Dessa forma, ele respondeu às críticas ao pacto que assinou com o Vox, com o qual acordaram a investidura do “popular” na Câmara Regional de Aragão.

Além disso, deixou claro que a “prioridade nacional” — medida que prevê conceder auxílios primeiro àqueles com maior arraigo na região — “sempre estará de acordo com a legalidade” e criticou o chefe do Governo por ficar com uma parte do acordo, “em vez de contar tudo”.

NEM TUDO O QUE FOI ASSINADO ESTAVA EM SEU PROGRAMA

Por outro lado, ele admitiu que “é evidente” que nem tudo o que foi assinado constava em seu programa eleitoral, já que a falta de maioria absoluta o levou a ter que chegar a acordos que refletissem “os valores dos programas políticos” tanto do PP quanto do Vox.

Da mesma forma, questionado sobre a relação de seu novo governo de coalizão com o Vox e os imigrantes — que representam 20% dos trabalhadores temporários de Aragão —, Azcón afirmou que “isso é o que a esquerda quer: gerar medo”.

Por fim, ele disse ter esperança de aprovar “quatro orçamentos” durante a legislatura e criticou o presidente do Governo por não apresentar orçamentos e se agarrar ao “poder pelo simples fato de continuar dormindo na Moncloa”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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