Publicado 16/03/2026 09:22

Azcón insta o Vox a decidir se deseja entrar no governo e acredita que o partido possa estar “muito perto” de atingir seu teto eleit

O presidente do PP de Aragão, Jorge Azcón, ao chegar à reunião da Diretoria Nacional do partido na sede do PP na Rua Génova, em 16 de março de 2026, em Madri (Espanha). Alberto Núñez Feijóo reúne a Diretoria Nacional do
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente interino de Aragão, Jorge Azcón, instou o Vox a decidir se deseja ou não integrar o governo regional e acredita que, após os resultados eleitorais de Castela e Leão, o partido de Santiago Abascal poderia estar “muito perto” de atingir seu teto eleitoral.

“A grande questão é o que o Vox quer fazer; o primeiro passo é que o Vox diga o que pretende. É evidente que teremos de chegar a um acordo sobre as medidas e que precisamos aprovar um orçamento, mas o mais importante é que o Vox diga o que pretende fazer no futuro”, afirmou nesta segunda-feira em declarações à imprensa ao chegar à Reunião da Diretoria Nacional do PP, após as eleições em Castela e Leão.

Foi assim que se expressou em referência à negociação com o Vox para a formação do próximo Executivo aragonês, sobre a qual reiterou que a conduzirá de forma “discreta” e “prudente”, embora espere que ocorra “em breve”, mas acima de tudo “para o bem”: “Acho que isso tem que ser preparado como os bons pratos, em fogo brando; o importante é que beneficie os aragoneses e é por isso que vou agir”. Nesse sentido, Azcón questionou se o Vox “está disposto a assumir a responsabilidade dos governos”, já que “não é a mesma coisa” querer “ficar de fora” ou “entrar”. “Essa é uma decisão que eles têm de tomar, terão de tomá-la mais cedo ou mais tarde e terão de dizer aos espanhóis se o Vox quer ser um partido de governo ou se o Vox se sente mais à vontade na oposição”, afirmou. ACREDITA QUE O VOX PODE ESTAR “MUITO PERTO” DO SEU TETO ELEITORAL

Questionado também sobre se o partido de Abascal atingiu seu teto eleitoral, o líder do Partido Popular respondeu que o resultado eleitoral do Vox em Castela e Leão — onde conquistou apenas mais um deputado — “pode estar muito próximo do que se considera um teto eleitoral”.

"Acho que estamos vendo como, nas últimas eleições, os resultados do Vox puderam aumentar um pouco, mas é verdade que ontem não vemos um Vox que duplique seus resultados, não vemos um Vox que venha como vem de outras eleições", argumentou.

Assim, ele precisou que, embora o resultado seja condicionado “fundamentalmente” pelo que ocorreu em Castela e Leão, a política nacional “sempre influencia”, alegando que “hoje parte da política nacional” é a situação em que se encontram a Estremadura e Aragão, em alusão à ainda ausência de negociações nessas comunidades.

“O que o Vox fará no futuro, nos próximos governos, determinará em grande medida o que poderá acontecer a umas ou outras formações políticas”, advertiu, argumentando que, em sua opinião, “o bloqueio não ajuda”. “A BOLA ESTÁ NO CAMPO DO VOX”

No entanto, diante da pergunta se prefere ter o Vox no governo, Azcón reiterou que “o que importa” é saber “o que eles querem”. “Quando soubermos o que eles querem, veremos qual é o papel que podem desempenhar para beneficiar os aragoneses”, concluiu, lembrando que os de Abascal já entraram no Executivo regional e saíram, em sua opinião, “pensando mais em seus próprios interesses do que em melhorar a comunidade autônoma”.

“O momento político é diferente, mas a bola está no campo do Vox, que é quem tem de decidir se quer governar, se quer dar um passo à frente, se quer se arriscar com o que é realmente difícil na política, que é a gestão. E isso é o que ainda não sabemos se eles querem fazer ou não no futuro”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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