Publicado 22/01/2026 06:36

Ayuso exige que não reine a “lei do silêncio” em Adamuz e considera que o Governo precisa de “ganhar tempo e procurar culpados”.

Archivo - Arquivo - Mikel Torres
GOBIERNO VASCO - Arquivo

Afirma que o Executivo de Sánchez “não investe” na rede ferroviária e está empenhado em “ser um rolo compressor para o independentismo” MADRID 22 jan. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, exigiu nesta quinta-feira que não prevaleça “a lei do silêncio e do medo” no acidente ferroviário em Adamuz (Córdoba), que deixou pelo menos 43 mortos e dezenas de feridos, e que o governo nacional precisa “ganhar tempo para procurar culpados”.

“Sabemos que essa lei do silêncio obedece à necessidade de ganhar tempo, como no apagão, para procurar culpados e despistar, e de passagem desviar de algumas polêmicas”, criticou a presidente madrilenha em entrevista à 'Onda Madrid', divulgada pela Europa Press.

Assim, ela afirmou que se o trem acidentado, em vez de ser da Renfe ou da AVE, fosse do Metrô de Madri, o Ministério dos Transportes e o governo teriam "causado um alvoroço tremendo", embora tenha ressaltado que não se trata de fazer "justiça ou vingança". “Desta vez, não têm ninguém a quem culpar. É um governo que, desde que começou a governar há oito anos, em todas as situações catastróficas que vivemos, sempre teve a maneira, com a imprensa do regime e com campanhas furiosas, de atribuir a culpa a alguém, sempre procurou culpados, não soluções”, afirmou.

Nesta linha, a presidente criticou o fato de os trens da Renfe terem “menu 2030, em cinco idiomas e chegarem a uma estação com nome de mulher”, enquanto o que os espanhóis querem é chegar “pontualmente e vivos” ao seu destino. “Acho que há muita pompa em torno da gestão, mas não há verdade”, insistiu.

É por isso que Díaz Ayuso colocou o foco na necessidade de saber o que aconteceu em Adamuz e pedir responsabilidades porque “não se sabe o que aconteceu”. Além disso, ela criticou o fato de que do outro lado está um governo nacional “que não investe” na rede ferroviária e que está “dedicado a ser um rolo compressor para o independentismo basco e catalão”, além de estar “sujeito a essa chantagem para comprar e branquear o independentismo e fabricar uma nação na cara de todos os espanhóis”.

Da mesma forma, criticou um Ministério dos Transportes que, nos últimos anos, contratou “trens que não cabiam” por parte de ex-dirigentes do mesmo que “estão na prisão ou indiciados”, além de serem “porteiros de boate”. “Se a isso acrescentarmos que, durante muito tempo, passageiros, técnicos e maquinistas alertaram para o estado das vias, evidentemente isso converge na responsabilidade política”, detalhou.

CRITICA A “FALTA DE HUMILDADE” DE PUENTE E SUAS PROPOSTAS “SEM RIGOR” Díaz Ayuso também criticou o atual chefe do Ministério, Óscar Puente, que “nunca teve a humildade de dedicar tempo para aprender” e saber “o que tinha em mãos”, mas simplesmente se dedicou “a fazer propaganda”.

Considera que Puente fez, nestes anos, propostas “sem qualquer rigor” e se dedicou a utilizar “os meios do Ministério” para ver quem fala dele “nas redes sociais”, que o ministro “apenas utiliza para insultar”.

Além disso, a presidente madrilenha criticou o fato de o governo tentar “atribuir a culpa a alguém”, enquanto no verão, durante os incêndios que devastaram Castela e Leão ou Extremadura, seus presidentes foram submetidos a “um calvário”.

“Nunca ouvi a solidariedade do governo com esses presidentes que, evidentemente, não têm culpa pela rápida propagação dos incêndios”, criticou, ao mesmo tempo em que pediu para não se cair no “sectarismo”, mas sim se concentrar “no rigor científico e na verdade”, porque, caso contrário, os problemas da Espanha “continuarão se multiplicando”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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