Matias Chiofalo - Europa Press
MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, estimou em 27.000 as hectares devastadas pelo grande incêndio florestal na Serra Oeste, que ainda está ativo, embora esteja evoluindo favoravelmente, e que, além disso, destruiu cerca de cem residências.
Foi o que explicou a presidente em coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Governo, onde destacou que essas residências são a moradia habitual dos moradores afetados pelas chamas e que, posteriormente, será feita uma análise para determinar quantas residências de veraneio sofreram danos devido ao incêndio.
O incêndio da Serra Oeste, que inicialmente estava dividido em focos independentes, obrigou, no final da semana passada, à evacuação ou ao confinamento de um total de 55.000 madrilenhos, dos quais restam apenas 10.000 sob essas restrições após o início do relaxamento das medidas anunciado na terça-feira pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska. Atualmente, restam cerca de 10.000 evacuados, dos quais cerca de mil retornarão às suas casas.
CONTRA AS “CAMPANHAS” DAQUELES QUE “NUNCA DÃO UMA MÃOZINHA”
Nesse sentido, ela atacou aqueles que tentam “envenenar o ambiente e nunca dão uma mãozinha”, montando “campanhas” alegando que a Comunidade de Madri foi condenada por desviar verbas destinadas ao combate a incêndios. Assim, Ayuso negou que tenha sido desviado “nem um euro” e que o governo regional tenha sido condenado.
“Somos a região que mais investe no combate a incêndios por hectare na Europa. Volto a apresentar esses dados e os reitero mais uma vez diante das campanhas de difamação do governo e da imprensa a ele ligada, que, em vez de estarem neste momento ajudando e colaborando, estão fazendo isso”, lamentou Ayuso, que pediu que, pelo menos, “esperem uma semana até que o incêndio seja extinto”.
A presidente apresentou números concretos sobre o financiamento de seu governo para a campanha contra incêndios. No total, são 52,7 milhões de euros para a prevenção e o combate a incêndios florestais, um aumento de 3,5% em relação ao ano passado de 2025, o que está em linha com o aumento registrado desde que ela assumiu o cargo na Puerta del Sol.
Além disso, o número de efetivos foi ampliado para 6.110 profissionais e voluntários, com aumento também do pessoal do Plano Infoma e um investimento 40% maior para a prevenção de incêndios e a conservação das florestas.
INCÊNDIOS POR UM “CONJUNTO DE FATORES”
Por fim, a presidente de Madri explicou que os incêndios florestais das últimas semanas podem ser atribuídos a “um conjunto de fatores”, que vão desde o fato de o verão “ter chegado antes do tempo”, com altas temperaturas desde maio, passando pela primavera chuvosa, até o “abandono da vida rural”.
“Em vez de tentar encontrar uma solução simplista para culpar todos aqueles que têm dúvidas ou visões diferentes, acho que precisamos começar do zero e analisar com honestidade o que está acontecendo para que isso não se repita; e, a partir daí, acredito que será preciso refletir sobre muitas questões para o futuro”, reforçou.
Por outro lado, a presidente aproveitou a ocasião para expressar sua gratidão aos Bombeiros da Comunidade de Madri, Agentes Florestais, membros da Unidade Militar de Emergências (UME), moradores afetados e voluntários que “arriscaram a vida” para apagar um dos incêndios “mais cruéis e violentos”.
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