Marta Fernández - Europa Press
MADRID 29 set. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, criticou nesta segunda-feira que o sistema está sendo "pervertido" com a imigração ilegal na Espanha e com "muitas pessoas" no país que estão "perambulando pelas ruas sem emprego ou benefício".
"Existem benefícios mínimos que todos devem receber pelo simples fato de estar aqui, benefícios mínimos de saúde, mas quando se está aqui há algum tempo, começar a receber subsídios e não trabalhar, e não procurar trabalho ativamente, é o que achamos que está pervertendo o sistema", defendeu o líder regional em uma entrevista ao programa 'Telecinco', relatada pela Europa Press.
Ela advertiu que recentemente têm chegado à Espanha pessoas que "não pagam contribuições e não trabalham" e a única coisa que se pede a esses imigrantes é que "contribuam".
"Não pode ser que os autônomos, os comerciantes, a classe média, que estão cada vez mais sufocados na Espanha, que têm um poder de compra que entrou em colapso, paguem e paguem. Incluindo os imigrantes que podem estar na Espanha há 5, 10, 15, 20 anos, vindos de tantos países do mundo", enfatizou, razão pela qual considera que isso "não pode ser" e que podem surgir "problemas de convivência".
O presidente relacionou essa situação a um país em que não há "estado de direito" nem "controle de fronteiras" devido à "absoluta e maciça falta de controle, provocada por um governo que não faz nada mais do que estourar os serviços públicos".
Assim, ele considera que o que o executivo nacional quer é "dinamitar a convivência" por uma questão de "números". "É impossível poder prestar serviços públicos a uma população muito maior do que, por exemplo, a que paga contribuições, é impossível", disse ele, enfatizando que a Espanha está sofrendo atualmente "uma falência de vários órgãos".
Sobre a chegada da imigração, Díaz Ayuso acredita que os hispânicos "não são imigração". "Um argentino ou um venezuelano em Madri não é um imigrante. Pode ser uma questão legal de documentos, mas não é, para nenhum efeito", enfatizou.
INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES
No entanto, ele ressaltou que há imigrantes de países que podem ter uma integração "mais complicada", na qual "a ablação é aplicada, países onde, por exemplo, casamentos infantis são permitidos...".
Por esse motivo, ele enfatizou que estão estudando como garantir que todos cheguem à Espanha com uma permissão de trabalho, que possam trabalhar e que sejam iguais a todos os outros. "Porque só trabalhar não é suficiente para mim. Quero que eles sejam apenas mais uma pessoa, para todos os efeitos. Porque se você for para um país e for tratado como mera mão de obra, nunca mais vai querer fazer parte desse país", ressaltou.
"O problema que a Espanha tem é que praticamente temos um governo que não funciona, que não está envolvido nos problemas reais, que não cuida das fronteiras, que não faz cumprir o estado de direito, que abandonou os agentes, a Guardia Civil e a polícia nas fronteiras, que não têm as ferramentas para controlar", criticou. Ele relacionou esse fato ao "inevitável" efeito de chamada, bem como ao "efeito da máfia e do crime organizado".
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