Alberto Ortega - Europa Press
MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, criticou nesta segunda-feira a estratégia "desonesta" do governo espanhol por tentar culpá-la pelas mortes nos lares durante a pandemia, já que assegurou que "os mortos são de todos", estejam eles na região ou em outras partes da Espanha.
"O trabalho dos geriatras e dos profissionais de saúde está sendo desacreditado e estão dizendo que eles cumpriram ordens para deixar as pessoas morrerem porque um político disse isso. Quando, a propósito, o número de mortes em outras regiões foi muito maior", defendeu o líder regional em um café da manhã organizado pela Europa Press.
Ela questionou se é necessário revisitar essa questão quando, em Madri, eles saíram "mais fortes do que nunca", quando montaram dois hospitais, trouxeram toneladas de equipamentos médicos e foram "os únicos que protegeram os profissionais de saúde", enquanto o governo de Pedro Sánchez "os tinha com sacos de lixo".
"Havia uma rede de corrupção que agora está sendo investigada nos tribunais, estamos falando de milhões e milhões de euros fraudados em material de saúde, nas mãos de empresas que nunca se dedicaram ao setor", disse o presidente, que criticou o governo por agora querer fazer um "resumo maniqueísta de números quando nem sequer sabe quantas pessoas morreram na Espanha".
Ela também criticou o fato de o governo não ter agido "em janeiro, fevereiro ou março", enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estava alertando "na semana do feminismo".
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