Fernando Sánchez - Europa Press
MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, criticou duramente o “desastre” do governo central em relação à crise de Ceuta e alertou que a Espanha ficará “invadida, abandonada e chantageada por governos estrangeiros”.
Ela se manifestou nesta quarta-feira por meio de suas redes sociais, onde criticou o fato de os ministros do Interior, da Defesa e das Relações Exteriores — Fernando Grande Marlaska, Margarita Robles e José Manuel Albares — “estarem brigando entre si sem defender os espanhóis em Ceuta”.
“Temos um governo em decomposição enquanto Sánchez continua de férias. Ceuta é a Espanha que ele vai nos deixar: invadida, abandonada e chantageada por governos estrangeiros”, alertou a líder madrilenha.
Na mesma linha, o secretário de Habitação, Transportes e Infraestruturas, Jorge Rodrigo, afirmou acreditar que o presidente do Executivo central, Pedro Sánchez, comparecerá no próximo dia 3 de setembro ao Congresso para informar, em sessão plenária, sobre a crise de Ceuta “por obrigação” e pediu a ele que “resolva uma situação” que se arrasta desde 30 de julho, enquanto ele esteve “curtindo suas férias durante todo o mês de agosto”.
RISO INTERNACIONAL
“O governo da Espanha deveria responder e resolver uma situação em que, no âmbito internacional, estamos sendo motivo de escárnio para o mundo inteiro”, afirmou Rodrigo em declarações à imprensa no Ensanche de Vallecas, onde destacou que outro país soberano como o Marrocos “não está nos respeitando” enquanto o governo de Sánchez “não faz nada”, está demonstrando que “não sabe governar” e que “não está presente quando realmente temos um problema”.
“Os ministros e Pedro Sánchez agem mal, agem tarde, e tudo isso é resultado de um governo que não sabe governar e que está ocupado com outros processos e outros problemas, como, por exemplo, essa corrupção que os está consumindo, em vez de resolver os problemas que os espanhóis enfrentam”, acrescentou.
Na opinião dele, Ceuta “está totalmente abandonada” por um governo que “não está tomando nenhum tipo de medida em relação a um grupo de imigrantes que invadiu a cerca e que, neste caso, não sabe o que fazer com eles”. “No fim das contas, o que o governo vai tentar é que sejamos nós, as Comunidades Autônomas, a assumir a responsabilidade por seus problemas, que é o que eles sempre fazem”, criticou.
Ele fez essa observação depois que a Comissão de Saúde Pública (CSP) aprovou o envio a Ceuta de até 45.000 doses de vacinas por meio do mecanismo de solidariedade entre as Comunidades Autônomas e o Ministério da Saúde.
Quanto à comparecimento de Sánchez no Congresso, ele ressaltou que “é uma obrigação dele”, ao mesmo tempo em que criticou o fato de outros membros do governo terem “demorado muito” para fazê-lo. “O PP solicitou a comparecimento de todos esses ministros já na semana passada e também no próprio Senado, e nenhum deles compareceu, descumprindo o regulamento do próprio Senado”, repreendeu.
Por fim, ele lembrou que o chefe do Executivo esteve “de chinelos de férias durante todo o mês de agosto” e “simplesmente dedicou algumas horas para visitar Ceuta”. “Atualmente, com a situação que continuamos enfrentando em Ceuta, que não é uma situação normal, ele continua de férias porque foi para Andorra”, criticou.
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